São Vicente. 22 arguidos condenados no megaprocesso “Epicentro” por tráfico de droga e lavagem de capitais

0

O principal arguido, um homem de 37 anos identificado como líder do grupo, foi sentenciado a 20 anos de prisão, a pena mais pesada deste julgamento

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que foi proferido o acórdão do megaprocesso “Epicentro”, cujo julgamento decorreu entre 22 de setembro e 17 de outubro, no 1º Juízo Crime do Tribunal Judicial da Comarca de São Vicente, perante um tribunal coletivo. O processo culminou com a condenação de 22 arguidos por crimes ligados ao tráfico de estupefacientes, lavagem de capitais e organização criminosa.

Segundo a PGR, quase todos os condenados são naturais da freguesia de Nossa Senhora da Luz, em São Vicente, com exceção de um arguido proveniente de Porto Novo, Santo Antão.

O líder do grupo, um homem de 37 anos, recebeu a pena mais pesada: 20 anos de prisão, por tráfico agravado de estupefacientes de alto risco, lavagem agravada de capitais, organização criminosa, motim e condução sem carta. A sua companheira, de 38 anos, foi sentenciada a 16 anos de prisão, pelos crimes de tráfico agravado, lavagem de capitais e associação criminosa.

Entre os condenados encontra-se também um advogado de 35 anos, punido com 12 anos de prisão, por lavagem agravada de capitais e organização criminosa.

As penas aplicadas variam entre 1 e 20 anos de prisão, englobando homens e mulheres com idades entre 24 e 62 anos. Sete arguidos foram condenados a penas superiores a 10 anos; oito receberam sentenças entre 6 e 10 anos; e quatro beneficiaram de penas suspensas, mediante regime de prova. Cinco arguidos foram absolvidos dos crimes imputados.

O tribunal determinou ainda prisão preventiva para seis condenados que aguardavam o julgamento em liberdade e cujas penas agora impostas são efetivas.

A operação que deu origem ao processo denominada “Epicentro”, foi desencadeada pela Polícia Judiciária na madrugada de 8 de junho de 2024, na zona do Campim, São Vicente, com apoio da Polícia Nacional e das Forças Armadas. Na altura, foram apreendidos estupefacientes (incluindo cocaína, haxixe e cannabis), viaturas, motociclos, eletrodomésticos e dinheiro, após buscas em Campim, Chã de Tiliza e João d’Ebra.