Sociedade confirma transferência de valores “religiosamente” para a Câmara Municipal, que no entanto tem dificuldades em realizar a obra
A obra de requalificação do Largo Santa Isabel, na Cidade de Sal Rei, na Ilha da Boa Vista, continua a dar que falar.
A empreitada segue num ritmo lento, e segundo consta, a Edilidade presidida por Cláudio Mendonça, alega falta de pagamento, associando o Governo ao falhanço.
No entanto, é falsa esta narrativa, pois a Sociedade de Desenvolvimento Turístico da Boa Vista e Maio, financiadora da obra, garante que tem cumprido a sua parte, transferindo “religiosamente” verbas para a Autarquia, que entretanto dá sinais de não ter capacidade de realizar a obra.
Segundo consta já foram transferidos da SDTIBM para a Câmara Municipal, exatamente, 165.157.516$00 para a referida obra.
Um extrato da Sociedade confirma as transações para a Autarquia. A última tranche, de cerca de 18 mil contos, foi efetuada no dia 18 de março, estando a fatura de abril em processamento. “A fatura do mês de abril está no circuito bancário para liquidação, após a ordem de pagamento da SDTIBM”, pontua a nota oficial.
Segundo a Sociedade, a faturação média mensal desta empreitada “deveria rondar” os 20 mil contos, mas “considerando que nos meses iniciais e finais a faturação é normalmente inferior à média, as faturas dos meses intermédios deveriam ser bem superiores a 20 mil contos, no entanto verifica-se que as faturas recebidas e pagas refletem uma execução média de trabalho dos nos últimos meses (dezembro a março) de 4,8 mil contos, sendo a última fatura referente aos trabalhos realizados do mês de abril de cerca de mil contos, (1.054 contos). Estes são os fatos”, refere a mesma fonte numa nota enviada ao Presidente da Assembleia Municipal da Boa Vista e Eleitos de todas as bancadas municipais, a esclarecer a realidade em torno do financiamento da obra, em que o Edil, tem justificado ausência de resultados por ausência de verba.
A mesma nota esclarece, inclusive, que as faturas desta obra referente ao período de abril a agosto de 2023, em que a SDTIBM, por causa da Covid-19 perdeu a capacidade de pagar as faturas, as mesmas “foram pagas” pela Edilidade, o valor foi reembolsado na “totalidade do montante das faturas saldadas”.
A SDTIBM “continuou a pagar religiosamente todas as faturas até à presente data, com um valor total de 165 157 516 ECV”, confirma.


