Consideração é do Primeiro-Ministro na abertura do debate parlamentar sobre política interna e externa, sob o tema “As Grandes Opções do Conceito Estratégico da Defesa Nacional”
Ulisses Correia e Silva enfatizou que a segurança marítima deve ser a maior prioridade das políticas de defesa, segurança e desenvolvimento sustentável do País.
O Primeiro-Ministro salientou que a ampla Zona Económica Exclusiva de Cabo Verde torna a segurança marítima essencial, devido às diversas ameaças da criminalidade transnacional, como tráfico de drogas, tráfico de pessoas, pirataria marítima, cibercrime e terrorismo.
“(…) É razão forte devido à proteção dos interesses económicos nacionais, nomeadamente a pesca ilegal e não declarada, à proteção e conservação da biodiversidade marinha, exploração de recursos da economia azul e do potencial biotecnológico e mineral e de posicionamento em rotas seguras de transportes marítimos de cargas e sistemas de cablagens.”, disse.
O Chefe do Governo destacou que a condição insular de Cabo Verde e seu status como pequeno Estado exigem prioridades na resiliência, sustentabilidade e segurança.
“Por isso, a ênfase numa abordagem abrangente e global de segurança: segurança face a crimes transnacionais como o tráfico de drogas, terrorismo, pirataria marítima, tráfico de pessoas, lavagem de capitais, financiamento do terrorismo e cibercrime; segurança sanitária face a pandemias; segurança climática, ambiental e alimentar face às mudanças climáticas e à exposição a choques externos”, apontou.
Salientou que tornar o País mais resiliente e menos vulnerável a choques externos económicos, pandémicos, climáticos e ambientais, é “alta prioridade” do Governo, expressa na aceleração da transição energética, na estratégia da água, na ação climática, na conservação e proteção da biodiversidade e na saúde pública.
“O posicionamento de Cabo Verde como um País seguro exige instituições nacionais robustas e alianças fortes para a defesa e segurança cooperativa e coletiva”, disse, destacando a importância da cibersegurança e do combate a crimes transnacionais.
UCS realçou ainda as relações estratégicas de Cabo Verde com a UE, EUA, CEDEAO e outros parceiros internacionais, bem como a sede do Centro Multidimensional de Coordenação Marítima da Zona G, que contribui para a segurança marítima no Golfo da Guiné.
Primeiro-Ministro reafirmou que o novo Conceito Estratégico da Defesa Nacional de Cabo Verde é uma “obra comum e nacional”, envolvendo operadores da Defesa Nacional, Segurança Interna, Proteção Civil e a sociedade Cabo-verdiana como destinatária da segurança e do bem-estar.
“A segurança é um desafio cada vez mais complexo e exige integração em sistemas cooperativos e de alianças”, afirmou, destacando a necessidade de Cabo Verde inserir em espaços económicos dinâmicos para atrair investimentos, tecnologia e conhecimento, acelerando o crescimento económico e assegurar a sustentabilidade do País.


