Seka Peli: Cabo Verde: a maior potência africana, se considerarmos peso, tamanho e altura do país

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[1] O título deste artigo, futebolisticamente falando, é um carrinho limpo — daqueles lances de desarme sem maldade, rente à relva, com classe e precisão cirúrgica — o tipo de jogada que só um craque executa e ainda sai jogando bonito, como Maldini no seu auge. Portanto, sim, o título pode soar exagerado — mas é factual, para o desagrado daqueles que andam a fazer troça dos dirigentes e atletas, principalmente na Capital do país.

[2] Cabo Verde é hoje a maior potência africana — se considerarmos o peso, o tamanho e a altura dos feitos.

[3] Não vamos falar de PIB, população ou território. Se fosse por essas medidas, seria uma maldade ao estilo da Mão-de-Deus de Maradona em 1986: impossível de repetir.
Estamos a falar de grandeza medida em centímetros e quilos de feitos improváveis, alcançada apenas por cinco países africanos antes de nós.

[4] Chamemos o VAR, pamodi tem txeu boka bedjus do partido da oposição, e ajustemos as linhas de raciocínio com análise milimétrica: com a qualificação dos Tubarões Azuis para o Mundial de 2026, Cabo Verde alcança um feito que vai muito além da simples presença nos Estados Unidos, México e Canadá. Entre 54 países africanos, apenas Egito, Nigéria, Argélia, Marrocos e Angola haviam conseguido marcar presença nos Campeonatos do Mundo de Futebol, Basquetebol e Andebol. Agora, adivinha quem é o sexto? Ayam, nós.

[5] Com poucos recursos, muito esforço e um Bubista à la  Béla Guttmann ―, uma das seleções mais pequenas do mundo (em km²) conseguiu o feito de se qualificar para o Mundial de Andebol (2023), o Mundial de Basquetebol (2023) e o Mundial de Futebol (2026) — um hat-trick à moda de Stopira: na raça e seka peli, na katxupa d’onti e no grogue que limpa qualquer jogada.

[6] Isto pode parecer exagero. Mas é só porque ainda não olhaste o mundo do ponto de vista de uma ilha, do esforço de quem vem construindo campos relvados pelas ribeiras das cidades e do país.

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[1] Todas as participações africanas qualificados para Mundial de Futebol in https://pt.wikipedia.org/wiki/Confedera%C3%A7%C3%A3o_Africana_de_Futebol

[2] Todos os países africanos qualificados para o Mundial de Basquetebol: Egito; Senegal; Angola; Nigéria; Tunísia; República Centro-Africana; Marrocos; Moçambique; Argélia; Costa do Marfim; Sudão (antigo) e Cabo Verde

[3] Todos os países africanos qualificados para o Mundial de Andebol: Egito; Tunísia; Argélia; Marrocos; Angola; Cabo Verde; Congo (Brazzaville); Nigéria; Líbia; Senegal; Guiné; República Democrática do Congo; Camarões; Quénia (estreia recente em 2025)e Gabão

 

1 COMENTÁRIO

  1. Poderia ser, caso os nossos governantes atuais começassem a reformular os salários destes, tendencialmente, para menos e, extinguissem determinadas “rendas extras”, realocando-as para subir o salário mínimo do país e consequentemente, melhorar a qualidade de vida de toda a população… Não vale a pena termos uma classe média alta a viver no bem bom e, termos a maior franja da população na pobreza. O resultado está á vista de todos: CASAS ENGAIOLADAS COM FERRO PARA INIBIR OS LADRÓES; Famílias desestruturadas com violações de toda a ordem; Jovens a serem assassinados por outros jovens pois, querem “refugiar-se” nem sei no quê; Casas insalubres, sem água e sem energias em espaços que teoricamente têm cobertura da eletricidade. Melhoramos sim, mas não o bastante para estarmos a gabar. O Rony, como assessor do PM, ex.ativista social e agricultor, poderia em vez de estar a tentar esconder o sol com a pineira, fazer a sua parte mostrando que a agricultura não dá para a subsistência sem os subsídios do Estado e a introdução de novas técnicas de reter água, e que são precisos retomar certas práticas para a melhoria da salubridade das cidades com aruamentos, árvores de frutos ou ornamentais e espaços públicos de socialização, e do engajamento dos jovens com mais e melhores equipamentos físicos desportivos nos bairros… Enfim, ESTAMOS A MELHORAR MAS NÃO O BASTANTE PARA SAIRMOS A GABAR POR AÍ POIS A DISSIMITRIA DO DESENVOLVIMENTO É GRITANTE E NÃO ESQUEÇAMOS QUE O IDH É UMA MÉDIA, PORTANTO, PASSÍVEL DE ÊRROS DE LEITURA. Ah, e infelizmente, o continente africano ainda não é BITOLA!

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