Objetivo é descobrir talentos e quem sabe o novo Einstein pode ser Cabo-verdiano, advoga Pedro Lopes
Tem início hoje, 23, a “Semana Africana da Ciência”, que decorre até o dia 27 deste mês na Cidade da Praia, durante a qual se pretende estabelecer trocas de informações entre os cientistas nacionais do CTEM e os decisores políticos.
“A Semana da Ciência” é uma iniciativa Pan-Africana, realizada no âmbito do Next Einstein Fórum em parceria com todos os PALOP.
Sabe-se, entretanto, que o Secretário de Estado para a Economia Digital defendeu, na semana última ser importante a consciencialização das pessoas para a importância da Ciência, frisando que infelizmente os recursos no mundo não estão bem distribuídos, mas que o talento está.
Ainda nas suas declarações, Pedro Lopes disse ser cada vez mais importante promover a ciência, a tecnologia, as engenharias e as matemáticas para os jovens Cabo-verdianos.
Pedro Lopes disse também ser importante que a Sociedade civil desenvolva este tipo de eventos, promovidos pelos jovens, ainda por cima com um selo internacional como é Next Einstein Fórum, na ideia de que seja possível, o objetivo de encontrar um Einstein no Mundo, em África. “E porque não o próximo Einstein ser de Cabo Verde? Temos muito talento, infelizmente os recursos no mundo não estão bem distribuídos, mas o talento está. Então é importante consciencializarmos as pessoas para a importância da ciência. Vimos também com a Covid-19 a importância que a ciência teve, devemos cada vez mais acreditar e apostar na ciência”, questionou Pedro Lopes.
Entretanto, Anyse Pereira Essoh foi indicada como Embaixadora Next Einstein Fórum para Cabo Verde, desde 2019, que fez saber que esta iniciativa Pan-Africana, tem como objetivo, a divulgação da ciência e tecnologia em África.
Este ano vai ser a terceira edição da Semana da Ciência em Cabo Verde.Esta cientista realçou ainda que se pretende trazer coisas novas, inovadoras não só para Cabo Verde, mas para a África.
Durante esta semana vai ser realizada várias atividades, sendo a maior parte na Ilha de Santiago e grande parte vai ser em coordenação com instituições parceiras internacionais, como o Instituto Gulberkian da Ciência.
Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesas vão estar reunidos em algumas dessas atividades e fazer em conjunto de forma híbrida e digital e terão de contar com apoios de parceiros nacionais como o Acelerator Lab, o Escritório Conjunto das Nações Unidas, a Câmara Municipal, empresas privados e o Parlamento.


