O presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, manifestaram confiança nos progressos das negociações para um novo programa de apoio ao Senegal, com foco na recuperação económica, sustentabilidade da dívida e reforço das finanças públicas
O entendimento foi reforçado durante o encontro entre Faye e Georgieva, em Washington, onde os dois responsáveis avaliaram a situação económica do Senegal e as reformas em curso. As partes sinalizaram a intenção de acelerar os trabalhos para a conclusão do novo programa apoiado pelo FMI.
O FMI e as autoridades senegalesas alcançaram, no início de setembro, um acordo técnico que poderá sustentar um programa de 36 meses, no valor de cerca de 2,2 mil milhões de dólares, destinado a apoiar o programa de reformas económicas e financeiras do país entre 2026 e 2029. O acordo ainda depende da aprovação da direção e do Conselho de Administração do FMI.
Entre as prioridades estão a recuperação da sustentabilidade da dívida, o reforço da transparência e da gestão das finanças públicas, a melhoria do ambiente de negócios e o aumento do investimento social. Dakar manifestou também a intenção de avançar com um tratamento da dívida no quadro do mecanismo comum do G20.
O novo programa surge num contexto de fortes desafios para as contas públicas senegalesas, depois de terem sido identificados problemas na declaração anterior da dívida do país. O FMI considera fundamentais medidas corretivas e o reforço dos mecanismos de controlo e transparência para garantir a sustentabilidade das finanças públicas.
O Senegal registou um crescimento económico de 6,7% em 2025, impulsionado sobretudo pela expansão do setor dos hidrocarbonetos, mas continua exposto a importantes vulnerabilidades fiscais e relacionadas com a dívida.





