O projeto de lei foi aprovado quase por unanimidade, com 105 votos a favor e um contra, depois de os deputados da oposição terem sido retirados à força do hemiciclo. Macky Sall segue no poder, mas a oposição alerta para “situação catastrófica”
Os deputados senegaleses decidiram, ontem, segunda-feira 05, adiar as eleições presidenciais deste mês para dezembro, uma medida sem precedentes que suscitou preocupação internacional num país normalmente visto como um farol de estabilidade na África Ocidental.
O projeto de lei foi aprovado quase por unanimidade, com 105 votos a favor e um contra, depois de os deputados da oposição terem sido retirados à força do hemiciclo.
A medida abre caminho para que o Presidente Macky Sall permaneça no cargo até à tomada de posse do seu sucessor, apesar da crescente preocupação com a erosão da democracia.
“A situação é completamente catastrófica, a imagem do Senegal está arruinada e não creio que recuperemos desta falência democrática, deste tsunami no Estado de direito, tão cedo”, disse o deputado da oposição Ayib Daffe após a votação.
Com DW África


