“Sexualidade, um tabu que precisa ser combatido” – Vereador Jacinto Horta

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É preciso, defende Jacinto Horta, que se promova uma sexualidade segura, responsável, livre de preconceitos e de tabus, através de um diálogo permanente com as comunidades, pela emancipação e empoderamento da mulher e por uma luta firme contra o machismo e o sexismo

O Vereador da Juventude e Desporto da Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago falava ontem, terça-feira, na abertura do Fórum Nacional dos Jovens promovido pela VERDEFAM e pelo FNUAP, no seu Município.

Para Jacinto Horta, a sexualidade é ainda hoje um tabu no seio de muitas famílias Cabo-verdianas. É que, conforme diz, os jovens “têm uma intensa vida sexual”, mas falar sobre o sexo “é coisa que não lembra a ninguém, o que parece mal e de mau gosto”.

Dito isto, considera o Vereador ser esta “uma grande hipocrisia” tendo em conta as consequências advenientes deste ato, quando cometido de forma irresponsável, quais sejam a gravidez precoce que, segundo diz, atinge a faixa etária cada vez mais baixa e que resulta, consequentemente, em abandono escolar e dificuldades económicas acrescidas para as famílias.

“Se repararmos, há aqui também uma lógica de estratificação social. Basta estarmos atentos à origem social da esmagadora maioria das adolescentes e jovens que engravidam precocemente. Há, naturalmente, uma faixa da população que tem menos acesso à informação e a uma educação sexual responsável. Penso que é por aqui que devemos direcionar os nossos esforços, generalizando o acesso à informação e sistematizando ações no terreno”, sugeriu.

Jacinto Horta defende, desde logo, que o problema não está nos adolescentes e jovens em terem uma vida sexual. “Esse não é e nunca foi um problema. A questão está em promover uma sexualidade segura, responsável, livre de preconceitos e tabus”, afirma.

Para além disso, o Vereador aponta a violência no namoro como um problema que afeta muitos adolescentes e jovens e cuja solução, referiu, não está no gabinete, mas sim no terreno e com ações destinadas a esse público-alvo.

“É um outro tema que tem suscitado muita campanha, mas pouco resultado prático. (…) Parece que a solução passa pelo diálogo permanente com as comunidades, por um combate mais vasto, nomeadamente, pela emancipação e empoderamento da mulher e luta firme ao machismo e sexismo”, exemplificou.

A educação e o emprego é, para já, uma outra estratégia, segundo o representante da Câmara Municipal de Santa Catarina, de forma a empoderar as adolescentes e jovens e muni-las de informações suficientes que ajudem a diminuir, estancar ou combater os inúmeros problemas sociais que os afetam.

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