No entanto, entende Filomena Delgado, a Companhia deve “reorientar” os seus objetivos de curto prazo, “privilegiando” os mercados dos nossos emigrantes e o mercado do turismo
No dizer daquela dirigente do principal Partido Cabo-verdiano, ao contrário dos “arautos da desgraça”, o Governo do MpD “voltará a salvar” a Cabo Verde Airlines e o nosso País “terá mais operadores” a voar e a “gerar emprego” a nível nacional.
No dizer de Delgado, o Governo suportado pelo MpD tem feito “tudo” para salvar a companhia de Bandeira. Foi assim em 2016 quando o PAICV legou ao MpD uma companhia falida e será agora com a Covid-19 a perturbar a CVA.
“O Governo tem feito tudo para voltar a salvar a CVA colocando-se ao lado dos seus trabalhadores e dos Cabo-verdianos”, reconheceu a SG, fazendo saber que no que depender do Governo do MpD, a CVA continuará a ser um ativo essencial para o desenvolvimento e progresso de Cabo Verde. “A CVA continuará a ser uma das companhias aéreas ao serviço dos Cabo-Verdianos e, em especial, da nossa comunidade emigrante espalhada pelos quatro cantos do mundo”, adiantou.
“Ao salvar a CVA, o Governo liderado por Ulisses Correia e Silva conseguiu que a companhia nacional se tornasse num dos responsáveis pelo crescimento económico do País”, enfatizou, observando que empresas como a ASA, da CV HANDLING, ou ainda empresas do ramo das petrolíferas e de catering puderam registar “excelentes resultados” graças à dinâmica imprimida pela CVA, o que no dizer da SG do MpD “demonstra bem a acertada opção” do Governo na sua política seguida no que respeita à CVA e ao Hub do Sal.
Retrocesso com Covid-19
Delgado identificou a pandemia, que desde março assola Cabo Verde, como “responsável” por a nossa companhia estar a retroceder, situação que coloca em “graves dificuldades” os cerca de 300 trabalhadores e suas famílias. “Mas mais uma vez o Governo do MpD protegeu os trabalhadores e a empresa”, lembrou Filomena Delgado, que elogiou a pronta decisão do Executivo em garantir os salários dos trabalhadores e tem prestado avales para garantir os empréstimos. “E mais, todos os pagamentos provenientes do empréstimo contraído pela CVA, com garantia do Estado, são feitos mediante controlo prévio e autorização do Governo, por forma a fazer cumprir uma das diretivas do Governo, ou seja, as verbas são única e exclusivamente utilizadas para pagamento de salários”.
Apoiar a retoma
Filomena Delgado reiterou que o Governo do MpD vai continuar do lado da companhia, sobretudo agora na fase de retoma das operações, em que o Governo vai “apoiar financeiramente” a companhia.
“Acima da CVA está o povo Cabo-verdiano”, advertiu a SG do MpD que incita o Governo a apoiar a CVA que, no entanto, deve “reorientar” os seus objetivos de curto prazo, “privilegiando” os mercados dos nossos emigrantes e o mercado do turismo.
Novos operadores
A SG do MpD saudou, por outro lado, o anúncio do início de operações da Cabo Verde Connect Services, empresa que vai operar voos internacionais a partir de dia 2 de dezembro. Um sinal de “vitalidade” de Cabo Verde mas também de “confiança” nos Cabo-Verdianos e de “competitividade”, assinalou
“Ao aumentar a possibilidade de rotas de Lisboa, Paris e Boston, estaremos a privilegiar a nossa Diáspora e os principais mercados turísticos”, vincou a dirigente, que admite que com mais um operador em Cabo Verde “irão surgir mais oportunidades de emprego para os Cabo-verdianos e haverá uma capacidade maior de gerar riqueza atraindo mais turistas que terão impacto positivo na nossa economia local”.


