O presidente do sindicato, Gilberto Lima, denunciou esta quarta-feira alegadas reduções salariais de um grupo de 22 agentes da Polícia Municipal de Santa Catarina de Santiago, acusando a autarquia de agir com motivações políticas e advertindo que o caso poderá seguir para tribunal caso não haja uma solução
O SIACSA acusou a Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago de reduzir os salários de 22 agentes da Polícia Municipal, através da retirada do chamado “terço”, um complemento remuneratório que, segundo a organização sindical, compensava os baixos vencimentos da classe.
Em conferência de imprensa, na cidade da Praia, o presidente do SIACSA, Gilberto Lima, afirmou que a medida representa uma redução ilegal dos salários dos trabalhadores e acusou a autarquia de adotar critérios políticos na gestão dos recursos humanos.
O dirigente sindical alegou ainda que cada um dos 22 agentes é credor de uma dívida superior a 100 mil escudos, relacionada com valores em atraso, defendendo que a Câmara Municipal deve regularizar a situação. Segundo afirmou, o diálogo entre as partes está interrompido e, caso não haja entendimento, o sindicato avançará com uma ação judicial.
Morosidade da justiça preocupa sindicato
Na mesma conferência de imprensa, Gilberto Lima manifestou preocupação com a demora na tramitação de processos laborais nas comarcas de São Domingos e do Tarrafal de Santiago. Segundo o responsável, existem nove processos pendentes nessas duas comarcas, situação que, afirmou, prejudica os trabalhadores e compromete a confiança na justiça laboral.
O presidente do SIACSA apelou às autoridades judiciais para acelerarem a apreciação destes processos, considerando “inaceitável” que trabalhadores aguardem durante anos por uma decisão dos tribunais.

