Sob chuva intensa, Papa desafia Guiné Equatorial a lutar por justiça e dignidade

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Na Missa de despedida em Malabo, marcada por chuva torrencial, Leão XIV apelou ao fim das desigualdades e pediu mais liberdade e solidariedade no País

Nem a chuva torrencial nem a trovoada afastaram milhares de fiéis que, esta manhã, encheram o estádio de Malabo para a Missa de despedida do Papa Leão XIV, numa celebração marcada pela fé, resistência e emoção.

Debaixo de um forte aguaceiro, os presentes permaneceram firmes, rezando e cantando, num ambiente de entusiasmo e gratidão pela visita papal à Guiné Equatorial. A chuva acabou por tornar-se símbolo da devoção de um povo que não quis perder o último momento com o líder da Igreja Católica.

Na homilia, o Papa deixou uma mensagem clara e exigente, apelando à construção de uma Sociedade mais justa e solidária. Defendeu que deve prevalecer o serviço ao bem comum, com a superação das desigualdades entre privilegiados e desfavorecidos, num País onde persistem fortes contrastes sociais.

Leão XIV sublinhou ainda a necessidade de reforçar os espaços de liberdade e de garantir a dignidade da pessoa humana, com atenção especial aos mais pobres e às famílias em situação de vulnerabilidade. Num contexto político sensível, marcado por um regime de longa duração, o Pontífice incentivou os cidadãos a assumirem um papel ativo no futuro do País.

Aos cristãos, deixou um apelo direto: crescer na fé e assumir responsabilidade na construção de uma nação mais justa. A mensagem estende-se também aos restantes países visitados nesta deslocação, reforçando a ideia de uma Igreja comprometida com a transformação social.

Após a celebração, o Papa despediu-se da Guiné Equatorial, seguindo viagem de regresso a Roma, encerrando uma visita marcada por fortes mensagens sociais.