Segundo as autoridades espanholas, mais de mil migrantes receberam assistência médica, enquanto as forças de segurança mantêm operações de controlo e vigilância na cidade para responder à pressão migratória
Pelo menos 72 migrantes morreram desde o início da crise migratória em Ceuta, enclave espanhol no norte de África, na sequência da entrada irregular de mais de 50 mil pessoas provenientes de Marrocos desde 30 de julho.
Segundo as autoridades espanholas, mais de mil migrantes receberam assistência médica, enquanto as forças de segurança mantêm operações de controlo e vigilância na cidade para responder à pressão migratória.
Apesar de o Governo espanhol continuar a apontar 72 vítimas mortais, o presidente do Governo Autónomo de Ceuta revelou ao jornal El País que a morgue da cidade alberga já 88 corpos, embora alguns ainda aguardem identificação oficial.
O responsável lamentou o “drama” vivido dos dois lados da fronteira, referindo que também as autoridades marroquinas continuam a recuperar corpos do mar. Explicou ainda que alguns cadáveres apresentam um avançado estado de decomposição, uma vez que as tentativas de travessia decorrem há mais de duas semanas.
Entre as vítimas encontram-se adolescentes, mulheres, cidadãos marroquinos e migrantes oriundos da África Subsaariana, numa das mais graves crises migratórias registadas nos últimos anos na fronteira entre Marrocos e Espanha.

