Informação apurada pelo OPAÍS.cv clarifica eventuais dúvidas sobre quem venceria as eleições de 18 de abril. Em 6 sondagens de uma empresa especializada, 5 apontavam para vitória do MpD, confirmada nas urnas
Os Cabo-verdianos sempre estiveram inclinados para renovar a confiança na governação do País ao MpD, tal como ocorreu no passado dia 18 de abril. Estudos promovidos pela empresa Cabo-verdiana Afrosondagem, entre novembro e abril, assim confirmam, deitando por terra eventuais dúvidas sobre quem venceria aquelas eleições.
Numa sequência de 6 sondagens, promovidas pela Afrosondagem, 5 apontavam para a vitória do MpD, como de resto se confirmou nas urnas.
O PAICV apenas esteve à frente no estudo de novembro, logo a seguir às eleições Autárquicas de 25 de outubro, em que ganhou algum fôlego, mas perdeu terreno em todos os outros estudos realizados a partir daquela data.
Em novembro, a vantagem do PAICV sobre o MpD era mínima, de cerca de 3%, mas já em dezembro o MpD tomou a dianteira e esteve sempre a subir nas intenções de voto, como de resto atesta os quadros que ilustram esta peça informativa. Dito de outro modo, nunca houve estudos sérios que apontavam para uma clara vitória do PAICV sob liderança de Janira Hopffer Almada, nas eleições de abril.
Após as eleições Autárquicas, o estágio de glória do PAICV durou muito pouco. Em novembro, a sondagem conferia ao MpD 32,1% das intenções de voto e ao PAICV 35,7%, mas de dezembro para abril tudo mudou.

Em dezembro, o estudo projetava o MpD à frente com 37,6% ao passo que o PAICV quedou-se para 25,8%. Nos dois estudos de março, realizados entre 11 e 14 e no dia 25, o MpD estava claramente à frente, com 45,5 e 42,6% contra 25,6 e 29,3%, respetivamente. Idem nas sondagens realizadas em abril, num espaço de menos de uma semana: 34,3% contra 25,2% no estudo de 10 de abril, ao passo que no estudo do dia 15, o MpD merecia 34,7% e o PAICV 24,9% das intenções de voto.
Tal como se previa nas sondagens, o MpD renovou a confiança do eleitorado, sendo o Partido mais votado, conseguindo 38 dos 72 lugares do Parlamento Cabo-verdiano, vencendo em todos os círculos nacionais à exceção do Fogo, onde a vitória do PAICV foi mínima, cerca de 200 a mais.
Nunca houve um sinal de que o PAICV estaria no caminho da vitória, o que confirma que a Presidente JHA e seus correligionários terão passado informação inexata aos próprios militantes e apoiantes que poderiam ganhar aquelas eleições, ou seja, criou-se-lhes uma falsa espetativa.


