Na segunda-feira, a Polícia Militar teve que disparar para afastar apoiantes que se concentravam junto à sede da CNE
O ambiente político em São Tomé e Príncipe tende a adensar, na sequência das eleições de domingo, 7, vencidas pela ADI (25 mandatos) sem a maioria.
O MLSTP (23 mandatos) também reclama vitória nestas eleições. Apesar de conseguir menos mandatos que o partido de Patrice Trovoada, a oposição exige o direito de formar Governo, em coligação com o PCD-MDFM-UDD que conseguiu 5 mandatos.
Jorge Bom Jesus, líder do MLSTP fala, já, em “maioria confortável e absoluta” para exigir o direito de formar o próximo Governo do Arquipélago.
“O mais importante neste momento é que a Oposição ganha as eleições em São Tomé e Príncipe”, asseverou, numa comunicação ao lado do líder da coligação PCD-MDFM-UDD.
Mau resultado
Patrice Trovoada já reconheceu que nestas eleições a ADI teve o que considera “mau resultado” mas admite estar “tudo em aberto”, nomeadamente, a possibilidade de o seu partido “continuar a governar” STP.
O atual Primeiro-Ministro admite uma coligação com o movimento independente de Caué que conseguiu 2 mandatos.
“A governação só será possível com coligações e entendimentos”, referiu.
Carro incendiado
Entretanto, a viatura de uma juíza foi incendiada na última segunda-feira, 8, levando a Polícia Militar a disparar para o ar para afastara a população. Há vozes que acusam uma juíza de estar a recontar votos numa das assembleias de voto, mas a própria já veio negar esta versão, afirmando estar a agir na legalidade.


