Governo promete avançar logo após as eleições com o dossiê. Vice-Primeiro-Ministro garante que o processo está na agenda do próximo ciclo
O processo de subconcessão dos Portos de Cabo Verde vai ficar temporariamente suspenso devido às próximas eleições legislativas, de 17 de maio, mas será retomado “de imediato” pelo Governo no próximo ciclo governativo. A garantia é do Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, à margem das Jornadas Portuárias da ENAPOR, que decorrem na Cidade da praia, desde ontem.
“Isso será no próximo ciclo, pós-eleição, agora é impossível como é óbvio, mas é um projeto que está na agenda para o próximo ciclo. Ganhando as eleições, nós iremos avançar de imediato com a subconcessão dos portos”, afirmou o Governante.
O Vice-Primeiro-Ministro garante que o processo encontra-se numa fase favorável, tanto do ponto de vista interno como externo. “Estamos numa boa fase, a empresa está num bom momento (…). Vamos agora avançar para o processo eleitoral e depois veremos o calendário para a subconcessão dos portos”, acrescentou.
Empresa em “bom momento”
A subconcessão deverá abranger os Portos geridos pela ENAPOR, num modelo que o Governo acredita poder reforçar o investimento, a eficiência e a competitividade do setor portuário nacional.
Olavo Correia sublinhou que a empresa pública está atualmente “num bom momento”, o que, na sua perspetiva, cria condições adequadas para avançar com o processo num contexto de maior valorização dos ativos e maior interesse por parte de operadores internacionais.
O Governante fez ainda um paralelismo com a subconcessão dos aeroportos, defendendo que os resultados obtidos demonstram a validade da estratégia do Governo liderado por Ulisses Correia e Silva.
“Como fizemos agora com os aeroportos, isto está a ter restados extraordinários para Cabo Verde, ao nível do aumento do CAPEX, ao nível do aumento do número de rotas, ao nível da melhoria dos serviços, do aumento do numero de passageiros. É evidente que ao nível dos aeroportos estamos a ter excelentes resultados, e acho que vamos conseguir fazer a mesma coisa em relação aos portos”, afirmou.
Para o Vice-Primeiro-Ministro, a modernização e dinamização das infraestruturas estratégicas do País passam por parcerias que permitam mobilizar investimento, know-how e maior capacidade de gestão, mantendo o Estado como regulador e garante do interesse público.


