Bolsonaro está em prisão preventiva desde sábado por alegado perigo de fuga, depois de ter danificado a pulseira eletrónica
A maioria dos juízes do Supremo Tribunal Federal votou esta segunda-feira a favor da manutenção da prisão preventiva do antigo Presidente Brasileiro, Jair Bolsonaro, rejeitando pedidos para que regressasse ao regime de prisão domiciliária.
Os juízes Flávio Dino e Cristiano Zanin juntaram-se ao presidente do STF, Alexandre de Moraes, formando maioria no painel de quatro magistrados responsável pela decisão.
Bolsonaro foi detido no sábado, após mais de 100 dias de prisão domiciliária, depois de admitir ter danificado a pulseira eletrónica com um ferro de soldar. A ação, registada em vídeo, foi considerada pelo tribunal como tentativa de violar medidas cautelares e risco de fuga.
Durante a audiência de custódia, Bolsonaro alegou que o episódio resultou de um surto causado por medicação psiquiátrica, negando qualquer intenção de fuga.
O ex-presidente foi condenado, em setembro, a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento numa tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Bolsonaro aguarda agora o julgamento do recurso da sentença.


