A RD Congo enfrenta o maior surto de Ebola da sua história, com 5.515 casos confirmados e 2.642 mortes, segundo os dados mais recentes. A taxa de letalidade aproxima-se dos 48%, enquanto as autoridades sanitárias internacionais reforçam o alerta perante a rápida propagação da doença
O surto, provocado pelo vírus Bundibugyo, está concentrado sobretudo no leste do país e tem sido agravado por conflitos, deslocações de populações, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e desinformação. A OMS considera que o atual surto já ultrapassou, em número de casos, o anterior recorde registado no país entre 2018 e 2020.
A dimensão da crise levou o Papa Leão XIV a apelar à comunidade internacional para reforçar o apoio à RD Congo e trabalhar em estreita colaboração com as comunidades locais para travar a propagação da doença.
A circulação de pessoas entre a RD Congo e países vizinhos aumenta também a preocupação com a transmissão transfronteiriça, levando as autoridades de saúde a manterem medidas reforçadas de vigilância e preparação.
Para África, o agravamento do surto constitui um importante desafio de saúde pública e exige coordenação regional, vigilância epidemiológica e capacidade de resposta rápida para evitar uma maior expansão da epidemia.

