De acordo com um relatório do Governo, 1.409 pacientes recuperaram da infeção, enquanto outros 830 permanecem em isolamento ou em centros de tratamento
O surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) já causou 3.007 mortes, entre mais de seis mil casos registados, elevando a taxa de letalidade para 48,6%, segundo dados das autoridades sanitárias.
O surto, provocado pela variante Bundibugyo do vírus Ébola, está a espalhar-se pelo nordeste do país a uma velocidade considerada sem precedentes. O diretor do Ministério da Saúde da RDC, Jean-Jacques Muyembe, afirma que a doença está a ultrapassar os esforços de rastreio e contenção.
De acordo com um relatório do Governo, 1.409 pacientes recuperaram da infeção, enquanto outros 830 permanecem em isolamento ou em centros de tratamento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a situação de emergência e alerta que cerca de 60% das mortes ocorrem fora das unidades de tratamento.
A epidemia já atingiu 60 zonas em seis províncias, incluindo Ituri, Kivu do Norte, Haut-Uele, Tshopo, Kivu do Sul e Bas-Uele.
A RDC iniciou uma campanha de vacinação com a Ervebo, inicialmente desenvolvida para a variante Zaire, mas que apresentou resultados positivos contra a Bundibugyo em testes com animais. Paralelamente, duas novas vacinas contra esta variante já começaram a ser testadas em humanos.
O Reino Unido anunciou ainda mais de 50 milhões de libras para apoiar os esforços de contenção da epidemia no país.



