TACV. Guerra de salários e divergências entre acionistas travam nova administração e deixam companhia num impasse

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A renovação da administração da TACV transformou-se num braço de ferro entre o Estado, acionista maioritário, e os órgãos sociais da companhia aérea. Divergências sobre salários e a composição da nova Administração impediram a concretização das nomeações, deixando a transportadora nacional numa situação de indefinição administrativa

A Assembleia Geral realizada na sexta-feira, 16 de outubro, na cidade da Praia, terminou sem a eleição dos novos administradores, depois de Mário Jorge Varela Tavares ter recusado integrar a equipa proposta, num contexto de discordância relativamente às condições remuneratórias.

Segundo o jornal A Nação, a proposta de redução salarial esteve na origem do desentendimento. Perante a desistência, o Estado, que detém mais de 90% do capital da TACV, propôs inicialmente um Conselho de Administração com quatro membros e, posteriormente, com três. Ambas as soluções foram rejeitadas pela Mesa da Assembleia Geral, que invocou o incumprimento das disposições estatutárias.

Em comunicado divulgado ontem, sábado, a Mesa justificou a suspensão dos trabalhos com a necessidade de salvaguardar a legalidade e evitar eventuais impugnações judiciais por parte dos acionistas minoritários.

A nova administração deveria ser liderada por Mário Almeida, tendo como missão reorganizar a companhia e reforçar a sua sustentabilidade financeira.

Com o impasse, os administradores cessantes permanecem interinamente em funções, enquanto se aguarda uma nova Assembleia Geral.

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