Vítor Fidalgo alerta para a situação de impasse na gestão da companhia aérea, após a destituição do anterior Conselho de Administração sem que tenha sido eleita uma nova equipa. O empresário questiona a legitimidade dos administradores cessantes para continuarem em funções e defende uma solução urgente
Em declarações reproduzidas pela RCV, Vítor Fidalgo considera preocupante a situação, sobretudo pelas exigências legais e institucionais inerentes à aviação internacional. Segundo o empresário, deveria ter sido assegurada a continuidade da anterior administração até à eleição dos novos responsáveis.
Na origem do impasse está a proposta do Estado, através do Governo do PAICV, de reduzir em cerca de um terço as remunerações dos administradores, passando o salário do presidente de 450 para 300 mil escudos e o dos administradores executivos de 405 para 270 mil escudos.
Vítor Fidalgo discorda da redução, defendendo a manutenção da tabela salarial aprovada em outubro do ano passado, sublinhando que a TACV opera num mercado internacional altamente exigente e não pode ser equiparada a outras empresas públicas nacionais.
Segundo explicou, um dos administradores convidados a integrar a nova equipa recusou as condições salariais apresentadas durante a Assembleia-Geral, inviabilizando a eleição da lista que deveria ser liderada por Mário Almeida.
Apesar das divergências, Vítor Fidalgo garante que os acionistas privados não vão obstruir a constituição da nova administração, enaltecendo que querem, essencialmente, que a TACV tenha todas as condições legais e institucionais para poder funcionar com toda a tranquilidade.
A Assembleia-Geral deverá ser retomada assim que for apresentada uma nova proposta de administração em conformidade com os estatutos da TACV, num prazo de três semanas.





