Arranca hoje o Simpósio para solidificar dossiê da candidatura do Campo de Concentração a Património Mundial da UNESCO
Decorre hoje e amanhã, no Auditório do Campo de Concentração do Tarrafal, o simpósio “Museu da Resistência do Campo de Concentração do Tarrafal – Salvaguardar a Memória, Inspirar a Humanidade”, iniciativa que visa reforçar o dossiê de candidatura do sítio a Património Mundial da UNESCO.
A abertura do encontro foi feita esta manhã pelo Presidente da República, patrono para a Preservação do Património Natural e Cultural de África, destacando a importância da preservação da memória histórica.
O programa reúne várias comunicações científicas sobre a história do Campo de Concentração do Tarrafal, começando com o historiador Vítor Barros, que abordou o quadro jurídico-institucional da deportação política.
Ao longo da manhã foram também analisadas as três fases do campo: a criação da Colónia Penal do Tarrafal por Nélida Brito, a abertura do Campo de Trabalho de Chão Bom por Carlos Ferreira e o período de transição para a independência, tema desenvolvido a partir da obra “Tarrafal, 1975 – O Campo do Silêncio”.
Segundo a investigadora Sandra Inês Cruz, o objetivo do simpósio é aprofundar a compreensão de um período histórico cujas consequências sociais e políticas ainda se fazem sentir, sublinhando a importância do debate científico para a construção de um museu inclusivo.
A realização deste encontro ocorre num momento em que Cabo Verde acelera os trabalhos técnicos para a submissão do dossiê final da candidatura do Museu da Resistência do Campo de Concentração do Tarrafal à Lista do Património Mundial da UNESCO.


