Taxa de desemprego diminuiu em 2023

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Desemprego diminuiu para 10,3%, representando uma queda de 0,7 p.p. em relação ao ano anterior

De acordo com os dados do INE, a taxa de desemprego diminuiu para 10,3% em 2023, representando uma queda de 0,7 pontos percentuais em comparação com o ano anterior.

Segundo a mesma fonte, no que diz respeito ao emprego, os resultados revelaram que a população empregada totalizou 190.461 indivíduos, mantendo uma taxa de emprego em 51,8%. O setor terciário continua sendo o principal empregador do País, absorvendo 68,8% da mão-de-obra, seguido pelo setor secundário com 23,1%.

Os resultados informaram que homens compreenderam 57,0% da força de trabalho empregada, totalizando 108.575, enquanto as mulheres representaram 43,0%, totalizando 81.885.

A taxa de emprego permaneceu mais alta entre os homens, atingindo 59,1%, em comparação com 44,6% entre as mulheres.

As faixas etárias de 25-34 anos e 35-64 anos tiveram as taxas mais altas de emprego/ocupação, registando 64,9% e 64,8%, respetivamente. No entanto, entre os jovens de 15 a 24 anos, a taxa de emprego/ocupação foi significativamente menor, alcançando apenas 25,6%. Sal e Boa Vista foram atribuídos como as Ilhas com as maiores taxas de emprego/ocupação, com 65,1% e 64,6%, respetivamente, seguidas pelos Concelhos da Praia (55,3%) e São Vicente (55,1%) .

Em 2023, a estrutura dos empregos por setor de atividade permaneceu estável.

O setor terciário continua sendo o principal empregador, com 130.979 empregos, representando 68,8% do total.

O setor secundário registou 44.068 empregos, correspondendo a 23,1%, enquanto o setor primário acolheu 15.415 empregos, representando 8,1%.

O ramo “comércio, reparações de automóveis e motociclos” domina a atividade económica, com cerca de 16,6% dos trabalhadores neste setor. Em seguida, o setor de construção representou 12,0%, seguido pela administração pública, com 9,9%, e o setor de alojamento e restauração, com 9,7%.

O setor empresarial privado continua a ser o maior empregador, absorvendo 47,2% dos trabalhadores com 15 anos ou mais, aplicado por trabalhadores por conta própria, com 19,9%, e Administração Pública, com 17,4%.

O INE revelou que 92.795 pessoas trabalhavam na informalidade, representando 48,7% do total. A maioria desses trabalhadores era por conta de outrem (58,1%) ou por conta própria (34,2%). Por sexo, 58,7% dos homens e 41,3% das mulheres trabalhavam na economia informal.

Em 2023, a população subempregada foi estimada em 22.422 e a taxa de subemprego em 11,8%.

A taxa de subemprego diminuiu 0,4 p.p. em relação ao ano 2022 (12,2%), a nível nacional.

Por meio de residência, o meio rural apresentou a maior taxa de subemprego, 16,7%, contra 10,7% no meio urbano. Entre as mulheres, a taxa de subemprego foi de 13,9% e entre os homens de 10,1%.

Apesar da redução na taxa de desemprego, aproximadamente 21.853 indivíduos ainda estavam desempregados em 2023.