Tempestade política!

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Ambiente ao rubro.

Esta é uma luta em defesa dos princípios e valores da Constituição da República de 1992.

Podem os amigos e alguns camaradas do JMN navegarem contra a maré, contra a Constituição da República e contra a TRANSPARÊNCIA DEMOCRÁTICA, que é o nosso petróleo e suporte importante da imagem internacional de Cabo Verde! Podem navegar nessa direcção, mas uma larguíssima maioria deste povo, residentes e na diáspora, demonstrou de forma firme a sua alta indignação contra os múltiplos actos de corrupção do José Maria Neves!

Um político que no momento da sua posse, perante vários Chefes de Estado estrangeiros e amigos que se desfazem em elogios a Cabo Verde pela sua exemplaridade democrática e de boa governação, empenha-se quase obsessivamente, no seu discurso, em destruir esse ativo político da Nação, denunciando um alegado ambiente de medo generalizado, de perseguição política, de partidarização do Estado e de corrupção (para agradar certamente aos seus camaradas mais ferrenhos) devia ter o bom senso, ao abrir essa ostensiva hostilidade ao governo,  de gerir a presidência também com exemplaridade, cumprindo rigorosamente a lei e os procedimentos e dando mostras de contenção financeira e de elevada probidade administrativa, em vez do regabofe financeiro que vimos assistindo.

Era o que o bom senso recomendava e a estatura moral do mais alto magistrado da Nação impunha. Diabolizou desde a primeira hora a gestão do governo e comporta-se afinal como o mais refinado diabo em matéria de gestão da coisa pública. Perdeu autoridade moral que é exigido a um Chefe de Estado apartidário num regime semi-presidencialista. JMN como Presidente é um fiasco completo. Nunca antes um Chefe de Estado em Cabo Verde se enlameou tanto e em tão pouco tempo! Tivemos Presidentes com os quais discordamos muitas vezes, mas souberam sempre perseverar a dignidade do cargo.  E é uma pena porque Cabo Verde também perde com isso.

2 COMENTÁRIOS

  1. Como é triste ver gente que todos os dias procura a comunicaçao social para para politiquices, cala-ee perante tamanha conspurcação do sistema ou chega mesmo defender criminosos, dizendo que a culpa é dos outros. A que ponto chegamos. Mas a democracia em Cabo Verde não vai vergar.

  2. A resposta será nas urnas. Todos os ue o defendem, em prejuízo dos contribuintes caboverdianos, vão ter seus mandatos perdidos para sempre, a começar pelas autárquicas. O JMN cometeu uma GRAVE ILEGALIDADE, e espero que nem pense em recandidatar, nunca mais esse político, nunca mais.

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