Moradores da Cova da Moura, onde ocorreu o incidente, relataram que o Cabo-verdiano não estava exaltado nem envolvido em confronto com os agentes
As testemunhas ouvidas esta segunda-feira, 10, na terceira sessão do julgamento do agente da PSP acusado da morte do Cabo-verdiano Odair Moniz, afirmaram em Tribunal que não viram a vítima com qualquer objeto na mão no momento dos disparos.
Os moradores da Cova da Moura, onde ocorreu o incidente, relataram que Odair não estava exaltado nem envolvido em confronto com os agentes.
Uma das testemunhas, que mora em frente ao local, disse ter visto tudo da janela e garantiu que o jovem não empunhava nenhuma arma.
Outra testemunha contou que ouviu o som de uma colisão, viu os polícias a tentar algemar Odair e ouviu dois tiros, sem ter notado qualquer faca ou pontapés à PSP.
Um terceiro depoente corroborou estas versões, assegurando que Odair estava de mãos levantadas quando foi alvejado.
A defesa do agente mantém que a vítima teria um punhal, mas nenhuma das testemunhas confirmou essa versão. A faca foi apenas encontrada mais tarde no local do crime, o que levanta suspeitas de que possa ter sido plantada após o incidente.
Odair Moniz foi baleado mortalmente a 21 de outubro do ano passado, e o agente enfrenta acusações de homicídio por negligência.


