Jornal Britânico destaca que a qualificação de Cabo Verde para a sua primeira Copa do Mundo de futebol é “um momento de união nacional comparável a uma nova independência”
O prestigiado jornal Britânico The Guardian dedicou um amplo destaque à histórica classificação de Cabo Verde para a sua primeira Copa do Mundo de futebol, descrevendo o feito como “um momento de união nacional comparável a uma nova independência”.
No artigo publicado nesta quarta-feira, o The Guardian relembra que em 5 de julho de 1975, a Bandeira Cabo-verdiana foi hasteada pela primeira vez no Estádio da Várzea, na Cidade da Praia, marcando a independência do País de Portugal. Exatamente cem dias após o 50.º aniversário dessa data, a Bandeira nacional voltou a tremular, desta vez em celebração à inédita classificação dos Tubarões Azuis para o Mundial de 2026.
O jornal Britânico relata que milhares de pessoas se reuniram na Capital para festejar a vitória por 3 a 0 sobre Eswatini, resultado que garantiu o primeiro lugar do Grupo D das eliminatórias Africanas. O Estádio Nacional “estava lotado, com torcedores cantando, dançando e celebrando com os jogadores e músicos locais até altas horas”, descreveu o The Guardian.
Com uma população de menos de 600 mil habitantes, Cabo Verde tornou-se o segundo menor País do mundo a qualificar-se para um Mundial, depois da Islândia em 2018.
O artigo ainda recorda que o Estádio da Várzea já foi palco de outros momentos marcantes do desporto nacional, como a conquista da Taça Amílcar Cabral em 2000 e os Jogos da Lusofonia de 2009.


