Trabalho infantil em Cabo Verde tem rosto masculino e com maior incidência no meio urbano

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Um estudo apresentado hoje pelo INE, concluiu que que o trabalho infantil afeta 4,2% das crianças entre os 5 e 17 anos, sendo que 2,5 % trabalham em condições perigosas

Segundo a técnica e responsável pelas estatísticas do mercado de trabalho, Alice Pina, no universo de 117 mil crianças entre os 5 a 17 anos, 50,5% são rapazes, 49,5% meninas e 74,4% estão no meio urbano.

O estudo aponta ainda que grande parte dessas crianças trabalham para o consumo próprio dos agregados familiares, cerca de 9.004 estavam a trabalhar, e dessas, 4.900 crianças, cerca de 4,2 %, estavam no trabalho infantil, e 2.896 trabalham em condições perigosas, o que representa 2,5 %.

No que diz respeito à educação, os dados apontam que 97,3 % das crianças trabalham e estudam ao mesmo e 2,7 % não estavam a frequentar nenhum estabelecimento escolar.

Os dados revelam ainda que os rapazes decidiram abandonar a escola por opção e as meninas por falta de interesse onde a idade média é de 14 anos.

O inquérito analisou ainda as tarefas domésticas/cuidados de pessoas com necessidades especiais, e concluiu que 73.446 crianças fazem este tipo de trabalho, o que representa 62,4 %, dos quais 2.673 dos inquiridos em condições perigosas e uma média de 8:10 horas por semana.

Por outro lado, concluiu-se que meninas fazem mais tarefas domésticas, com 68,9 % em trabalho como lavar a louça, preparar a mesa, limpar a casa ou a garagem.

Alice Pina explicou que o trabalho infantil é o envolvimento de crianças em trabalho perigoso e de modo geral em tipos de trabalhos a serem eliminados como social e moralmente indesejáveis e trabalho perigoso.

Em todo o planeta, as crianças continuam a trabalhar, colocando em risco a sua educação e o seu normal desenvolvimento moral, sendo que milhões trabalham em condições que representam grandes perigos para a sua saúde, segurança e bem-estar.