Quatro dias depois do grave acidente ferroviário ocorrido em Urda, Toledo, as autoridades confirmam 69 mortos e mais de 200 feridos. Até à manhã deste domingo, 1 de novembro, 56 vítimas mortais tinham sido identificadas, permanecendo 13 por identificar
Entre as vítimas já identificadas encontram-se 54 espanhóis, um francês e um português. As autoridades aguardam informações de outros países para concluir a identificação das restantes vítimas, todas presumivelmente estrangeiras. Existem registos de desaparecidos dos Estados Unidos, Austrália, Japão, Argentina, Canadá, México, República Checa e Tunísia. Até ao momento, não há confirmação de vítimas cabo-verdianas.
As 69 autópsias já foram concluídas, enquanto prosseguem os trabalhos de remoção dos destroços e a investigação das causas da colisão entre dois comboios de alta velocidade, da Renfe e da Iryo, ocorrida na quarta-feira, 28 de outubro.
As investigações apontam para uma sucessão de falhas técnicas e possíveis erros nos procedimentos de segurança. Um dos pontos centrais é a autorização dada a um dos comboios para retomar a circulação quando o outro permanecia imobilizado na mesma via.
As responsabilidades ainda não estão definitivamente apuradas.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, prometeu esclarecer todas as circunstâncias da tragédia, reconhecendo que dois graves acidentes ferroviários no mesmo ano representam uma situação inaceitável para o país.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, deverá prestar esclarecimentos ao parlamento na próxima terça-feira, dia 3, numa altura em que aumentam as exigências de responsabilização e de reforço da segurança ferroviária.





