O trágico acidente de viação ocorrido sábado, 5 de setembro, na ilha do Fogo, que provocou 25 mortos e deixou vários feridos, entre os quais crianças e adolescentes, ganhou ampla repercussão internacional e motivou manifestações de pesar e solidariedade de diferentes países
A dimensão da tragédia levou importantes órgãos de comunicação internacionais a noticiarem o acidente. A Associated Press (AP) destacou a morte de pelo menos 25 pessoas, a maioria adolescentes, enquanto a Euronews deu igualmente amplo destaque ao acidente, referindo a queda do autocarro numa ravina com cerca de 30 metros de profundidade.
No Brasil, o acidente foi noticiado pela Folha de S. Paulo e pelo UOL, que deram conta da dimensão da tragédia e do elevado número de crianças e jovens entre as vítimas. A agência chinesa Xinhua também noticiou a subida do número de mortos para 25, citando as autoridades cabo-verdianas.
Em Espanha, o jornal El País acompanhou igualmente a tragédia e destacou a comoção provocada pelo acidente, dando particular atenção à reação do guarda-redes Vozinha, atualmente a jogar no Chile. O internacional cabo-verdiano manifestou publicamente a sua solidariedade às famílias das vítimas, à ilha do Fogo e a todo o povo cabo-verdiano.
Portugal manifesta solidariedade
De Portugal chegaram também manifestações oficiais de solidariedade. O Presidente da República, António José Seguro, falou com o seu homólogo, José Maria Neves, e apresentou, em nome pessoal e do povo português, condolências às famílias enlutadas e a todo o povo cabo-verdiano, desejando igualmente uma rápida recuperação aos feridos.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, manifestou igualmente profunda consternação perante a tragédia e endereçou as suas condolências a Cabo Verde.
Também de Angola chegaram manifestações de pesar. O Presidente João Lourenço transmitiu, este domingo, condolências ao seu homólogo.
A repercussão internacional ocorre num momento de profunda comoção em Cabo Verde, onde o Governo decretou, este domingo, dois dias de luto nacional, em memória das vítimas mortais e em solidariedade com as famílias e os feridos.
A tragédia, considerada uma das mais graves dos últimos anos no país, continua a mobilizar autoridades, equipas de socorro e profissionais de saúde, enquanto prosseguem as ações de apoio às famílias das vítimas e a recuperação dos feridos.



