Transportes aéreos. Primeiro-Ministro garante ter informado PR da situação e nega caos no setor

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Ulisses Correia e Silva diz ter informado José Maria Neves da situação operacional e das fragilidades da administração da TICV

O tema transportes aéreos e o cenário de “caos” classificado pelo Chefe de Estado continua a dar que falar.

Ao contrário da posição do PR, o Primeiro-Ministro garante ter informado José Maria Neves da situação operacional e das fragilidades da administração da TICV, detida em 70% pela BestFly.

UCS garante, ainda, que informou o PR das “conversações que o Governo estava a ter com a BestFly, dos cenários da posição acionista na TICV, da decisão da TACV operar transitoriamente nos transportes aéreos inter-ilhas e da decisão de criar uma empresa de capitais públicos nos transportes aéreos inter ilhas”.

“O Governo não só comunicou ao País a decisão transitória de operação nos transportes aéreos inter-ilhas pela TACV, como concretizou com os contratos de leasing com a Air Senegal e a Global Aviation, evitando que as dificuldades da BestFly colapsassem as ligações entre as ilhas”, lê-se numa publicação do PM nas redes sociais.

“O Governo também comunicou ao País, por várias vezes, que tomou a decisão de criar uma empresa de capitais públicos para operar nos transportes aéreos inter-ilhas, estando o processo em curso”, lê, também.

O PM observa que o mercado de transportes aéreos em Cabo Verde “não é exclusivo” de uma companhia ou do Estado, mas advertiu que as companhias que desejam operar no País, “têm que cumprir os requisitos e as normas” da Autoridade Aeronáutica, assegurando que para operar “têm que cumprir” as normas, bem assim sujeitar-se às inspeções e avaliações “permanentes”.

UCS assinala que a anunciada saída da BestFly “é uma decisão do acionista maioritário da TICV e não do Governo”.

O Chefe do Governo vinca que em Cabo Verde a autoridade aeronáutica “é credível” e é ela quem certifica as condições para que aviões e as companhias sejam autorizados a operar no País e para que continuem a operar.

“A AAC, fundamentando em degradação da situação operacional e financeira da TICV/BestFly, determinou no dia 22 de abril, a suspensão do certificado de operador aéreo e da licença de explorador aéreo, até 8 de junho de 2024”, reporta o PM que garante não haver nenhuma situação de caos nos transportes com a suspensão/saída da BestFly do mercado, estando a TACV a assegurar as ligações domésticas.

Quanto ao passageiros com passagens na BestFly, o PM garante que a proteção dos mesmos “está a ser garantida”.