A Plataforma “Unir e Resgatar a UNTC-CS” considera que a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, que anulou o congresso de 2022 da central sindical, retira legitimidade à atual secretária-geral, Joaquina Almeida, e exige intervenção urgente das autoridades laborais
Segundo a Agência Inforpress, Eliseu Tavares, coordenador da plataforma, classificou o acórdão 375/2026 do Supremo Tribunal de Justiça como “um momento histórico para a reposição da legalidade”.
Aquele responsável sustenta que, na sequência da anulação de atos anteriores considerados irregulares, ficam também sem validade o Congresso de 2022, a eleição da atual secretária-geral e alterações introduzidas nos estatutos da UNTC-CS.
A plataforma acusa ainda a atual liderança de recorrer à morosidade judicial para prolongar a permanência no poder e anunciou uma ação no Tribunal do Trabalho da Praia para limitar os poderes de Joaquina Almeida a atos de gestão provisória.
Entre as medidas defendidas está a nomeação de uma comissão independente para conduzir um eventual novo processo congressual, além de uma auditoria às contas da central sindical, alegando suspeitas de má gestão e perda de património desde 2016.
A atual liderança da UNTC-CS terá, entretanto, recorrido ao Tribunal Constitucional, através de um pedido de amparo, numa tentativa de travar os efeitos das decisões judiciais.
A crise deverá prosseguir nos tribunais, enquanto a Plataforma “Unir e Resgatar a UNTC-CS” apela ao Governo, à Direção-Geral do Trabalho e à Inspeção-Geral do Trabalho para impedir novas intervenções em nome da central sindical até à clarificação definitiva da situação.

