A justiça Ruandesa voltou hoje a negar a liberdade condicional a Paul Rusesabagina, que inspirou o filme “Hotel Ruanda” por salvar centenas de pessoas no genocídio contra os tutsis (1994), acusado agora de 13 crimes relacionados com terrorismo
Adolph Udahemuka, o juiz do tribunal de Nyarugenge, em Kigali, que analisou o pedido de Rusesabagina para aguardar julgamento em liberdade, entendeu que os argumentos relacionados com questões de saúde apresentados pelo arguido eram “pouco convincentes”.
Udahemuka confirmou desta forma a decisão tomada em 17 de setembro pelo tribunal de primeira instância, que negou a Rusesabagina a liberdade condicional e ordenou a sua detenção provisória durante 30 dias.
Rusesabagina apresentou recurso dessa decisão, que foi hoje indeferido pelo tribunal em Nyarugenge.
Há uma semana, o antigo diretor do Hotel de Milles Collines, em Kigali, que inspirou o filme, admitiu perante o tribunal que foi o fundador de um grupo armado, as Forças de Libertação Nacional, mas negou qualquer envolvimento nos seus crimes, argumentando que a sua função era fundamentalmente “diplomática”.
A justiça acusa-o, entre outros crimes, de ter entregue dinheiro à FLN, braço armado do Movimento Ruandês para a Mudança Democrática, um partido liderado por ele próprio.
A FLN tem sido responsável por ataques no Ruanda desde 2018.


