O presidente norte-americano, Donald Trump, enfrenta um novo cenário político após a vitória do Partido Democrata nas eleições intercalares de 3 de novembro, que garantiu à oposição o controlo das duas câmaras do Congresso dos EUA
A derrota republicana, considerada um dos principais reveses políticos do segundo mandato de Donald Trump, altera significativamente o equilíbrio de poderes em Washington e poderá dificultar a concretização da agenda presidencial nos próximos dois anos.
Com maiorias na Câmara dos Representantes e no Senado, os democratas passam a dispor de maior capacidade para bloquear iniciativas legislativas da Casa Branca, fiscalizar a Administração Trump e promover investigações sobre a atuação do Governo.
O novo equilíbrio político poderá igualmente ter repercussões na política externa norte-americana, particularmente nas relações com o Irão, na guerra da Ucrânia e no apoio a Israel, matérias em que o Congresso exerce importantes poderes de fiscalização e decisão orçamental.
A economia, o elevado custo de vida e a contestação à política externa da Administração republicana estiveram entre os fatores que marcaram o voto dos norte-americanos.
Apesar da derrota eleitoral, Trump mantém os poderes constitucionais da presidência, incluindo o direito de veto, mas terá de governar com um Congresso controlado pela oposição a partir de janeiro de 2027.





