Na Sessão Solene dos 35 anos da democracia, o Deputado e Líder da UCID alertou para os riscos da concentração de poder e das desigualdades persistentes, defendendo um parlamento mais equilibrado, participativo e centrado nas necessidades reais dos Cabo-verdianos
João Santos Luís defendeu hoje que a democracia Cabo-verdiana deve ir além das instituições e dos processos eleitorais.
O Presidente da UCID sublinhou a necessidade de um parlamento mais equilibrado, capaz de promover o diálogo, a fiscalização e a participação ativa dos cidadãos.
Segundo o Parlamentar, a maturidade democrática mede-se pela capacidade de distribuir o poder e não de o concentrar, advertindo que maiorias esmagadoras, embora legais, tendem a empobrecer o debate político e a afastar os cidadãos da vida pública.
João Santos Luís destacou ainda que a democracia não pode coexistir com pobreza, desigualdades profundas, corrupção ou uso indevido dos recursos públicos, defendendo políticas responsáveis e instituições verdadeiramente ao serviço do interesse nacional.
Para o Líder da UCID, o próximo passo da democracia Cabo-verdiana não passa apenas pela alternância entre dois blocos políticos, mas pelo reforço do equilíbrio de poderes, com uma oposição forte que contribua para melhores leis, maior fiscalização e governação centrada no cidadão.


