Após renovação do mandato, este domingo, 9, com cerca de 99% dos votos expressos, Ulisses Correia e Silva reforçou que a sua aposta é continuar a “servir” Cabo Verde e os Cabo-verdianos, e vincou que o MpD está “mobilizado e unido” neste propósito
“Iniciamos agora um novo ciclo depois de termos conseguido ultrapassar as grandes dificuldades que encontrámos na governação”, indicou, numa mensagem aos militantes, após conhecer os dados provisórios divulgados pelo GAPE, que confirmam uma participação expressiva de militantes, em ordem de 58,4%.
UCS observa que desde que assumiu a liderança do Governo, em abril de 2016, juntamente com os militantes e a Sociedade civil, conseguiu-se “retirar” o País da “estagnação económica e da falta de esperança” sentida pelos cidadãos. “Juntos conseguimos construir um ambiente social e económico que permite hoje haver mais crescimento, mais rendimentos, mais emprego, mais e melhor inclusão social, melhor segurança, mais e melhor descentralização e desenvolvimento local”, entretanto, reconhece que ainda muito há por fazer, daí considerar pertinente a “força de todos” para se “ultrapassar obstáculos e cumprirmos o nosso desígnio de termos um Cabo Verde ainda mais justo e com mais oportunidades para todos”.
O Presidente reeleito e Primeiro-Ministro considera que esse desiderato “só será possível” se se continuar a “implementar” o projeto de renovação social, económica e política que o Governo do MpD tem vindo a criar e que, segundo constata “está a dar frutos positivos” para “todos” os Cabo-verdianos.
“Este projeto de renovação está a acontecer em parceria com a Sociedade civil que é hoje mais forte e autónoma do poder político”, enfatizou, assegurando que o MpD tem os os olhos “no futuro”, pois, o que se quer é um Cabo Verde “moderno, ambicioso” e com uma estratégia definida que se afirme no contexto global.
Ulisses reafirma que nesta nova largada, o MpD continuará a ser a plataforma “credível e privilegiada” na intervenção cívica, que o Partido estará “ainda mais próximo” da Sociedade para o “propósito comum” que é ter um Cabo Verde “melhor”.
Ganhar as eleições autárquicas, previstas para entre outubro e novembro deste ano é o próximo objetivo do MpD, precisou UCS que quer uma ação política de proximidade e de resposta concreta aos anseios dos Cabo-verdianos.
Os números de participação nas diretas de ontem, observou UCS demonstram uma “boa participação” dos militantes neste processo eleitoral e é “sinal claro” da vitalidade democrática do MpD e uma “demonstração” de confiança para se continuar a dirigir os destinos do “grande Partido”.
Ao agradecer a “compreensão, a dedicação e empenho” dos militantes na sua recondução, UCS assegurou estar “tão ou mais entusiasmado” por liderar o MpD como em 2013, em que chegou, pela primeira vez, à liderança do Partido.
Recorda-se que dos 31.245 militantes inscritos, 18.250 exerceram o direito de voto, reelegendo UCS que obteve a confiança de 99% dos votos expressos. Quanto aos delegados, a eleição foi também expressiva, 98%.
Ainda hoje o GAPE, presidido por Mário Fernandes, deverá divulgar os dados definitivos destas eleições.
A Convenção nacional do MpD, que vai reunir 300 delegados acontece dias 6 e 7 de março, na Cidade da Praia.
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