UCS: PEDS fixa metas desafiantes

0

Debate acontece esta quarta-feira, 27, e começou depois de um longo período de negociação em torno da agenda dos trabalhos

O PEDS proposto pelo Governo liderado por Ulisses Correia e Silva define um Cabo Verde “desenvolvido, inclusivo, democrático, aberto ao mundo, moderno, seguro, onde imperam o pleno emprego e a liberdade plena”, observou o Primeiro-Ministro ao abrir esta manhã o debate mensal no Parlamento.

UCS aponta que o PEDS fixa “metas desafiantes”, numa abordagem consistente de longo prazo, e assenta-se em quatro objetivos estruturantes, nomeadamente, fazer de Cabo Verde uma economia de circulação no Atlântico Médio; garantir a sustentabilidade económica e ambiental; assegurar a inclusão social e a redução das desigualdades e assimetrias; e reforçar a soberania, valorizando a democracia e orientando a diplomacia para os desafios do desenvolvimento do País.

O PM revelou conhecer as vulnerabilidades do País, e indicou não ser “viável” a ideia peregrina de que se pode fazer crescer o País e desenvolvê-lo fechado sobre si próprio numa “conceção nacionalista pouco patriota e numa relação com o mundo baseada na ajuda”.

Cabo Verde, sustentou o PM, necessita de se inserir em espaços económicos dinâmicos que permitam o acesso e a atração de investimentos, mercados, tecnologia, conhecimento e segurança para acelerar o crescimento económico, exportar, reduzir as vulnerabilidades externas e assegurar a sustentabilidade.

Relevância no Atlântico Médio

Ainda durante a sua comunicação de abertura do debate, UCS apontou que o “objetivo estratégico” do seu Governo é tornar Cabo Verde num País com “relevância” no Atlântico Médio.

Em termos económicos, disse, quer posicionar o Arquipélago como uma “plataforma” no turismo, nos transportes aéreos, nas operações portuárias, nas operações de comércio e investimentos, na economia digital e em serviços financeiros.

Em termos de segurança, a opção é “inserir Cabo Verde em sistemas de segurança coletiva e cooperativa, nomeadamente, a segurança marítima e o combate ao crime transnacional fronteiriço”, pontuou.