UE diz que eleições no Gabão tiveram “irregularidades”

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Josep Borrel advertiu, no entanto, que os golpes “não são a solução”

A União Europeia diz que as eleições do passado sábado, no Gabão, foram “cheias de irregularidades”, mas condenou o recurso a golpes, dizendo mesmo que os golpes “não são a solução”.

O responsável Europeu para os Negócios Estrangeiros, considerou esta quinta-feira, 31, hoje que o golpe de Estado no Gabão, ocorrido ontem, aconteceu depois de eleições “cheias de irregularidades”.

“Os golpes de Estado militares não são a solução, mas não podemos esquecer que antes, no Gabão, houve eleições cheias de irregularidades”, criticou, a partir de Espanha.

“Se eu altero as eleições para conquistar o poder, também isso é uma maneira irregular de chegar lá”, completou, aludindo à alegada fraude eleitoral que permitiu a perpetuação no poder do Presidente, Ali Bongo.

No Gabão, a situação é calma, e segundo Borrel “não há risco” de uma escalada da violência que coloque em perigo os cerca de 10 mil cidadãos Europeus no território do Gabão.