Intenção é de se evitar uma crise interna, provocando uma crise política no País
O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, e Presidente do Movimento para a Democracia, MpD, maioria no Parlamento Cabo-verdiano, afastou qualquer possibilidade de vir a governar numa situação de instabilidade política e de que o próprio País não suportaria essa crise em cima das outras que já enfrenta m.
“Não, e acho que sequer Cabo Verde merece. Estamos em situação de crise económica e social profunda derivado de setores externos essencialmente, não vamos agora acrescentar uma crise política. Seria, de facto, extremamente, desastroso”, enfatizou durante a grande entrevista de balanço do primeiro ano de mandato, na última noite.
O Chefe do Governo alertou para a necessidade de haver uma concentração de esforços para ultrapassar essa parte mais difícil e, que no seu entendimento, é muito dura, e que impõe ao País condições de ultrapassagem muito complicadas, para depois, entrar-se na fase de normalidade.
“Estamos a criar condições para que isso possa acontecer e para depois colocarmos o foco na governabilidade e estabilidade no País”, defendeu UCS.
A questão foi colocada ao PM enquanto Presidente do MpD, na iminência da Convenção Eletiva do seu Partido, previsto para o próximo ano, e na qual está já perfilar possíveis outras candidaturas à liderança do Partido, facto que poderá desestabilizar e interferir diretamente na governação de Cabo Verde.
A este propósito UCS mostrou-se convicto de que os seus pares de Partido compreenderão muito bem esta situação.
Durante a entrevista, o PM manifestou ainda a vontade do seu Governo em tudo fazer para que o desemprego em Cabo Verde, muito elevado, neste momento, caia para, pelo menos até os 10%.
De entre vários outros assuntos abordados foram destaques temas relacionados com a Saúde, a Pobreza, o Emprego, a Segurança, Saneamento, Ambiente, a Seca, Agricultura e Água, bem como, questões de política interna e externa do País.



Uma colectiva de imprensa em que, curiosamente, havia tudo para dar certo: havia assuntos a perder de vista, havia um entrevistado extremamente bem preparado e com extenso conhecimento de todos os dossiers de governação e da vida política do seu partido e do país. Havia tempo a perder de vista. Só não havia jornalistas. Não vi jornalistas. Aquilo que as redações enviaram para falar com o UCS são politiqueiros e candidatos a fofoqueiros, sem qualquer domínio de qualquer das áreas de governação, sem domínio da língua portuguesa e sem domínio do raciocínio lógico. Enfim da próxima, enviar um painel, uma amostra representativa da sociedade caboverdiana, composta de 10 pessoas para entrevistar o UCS.
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