Ulisses Correia e Silva inaugura iluminação da pista do Aeroporto de São Filipe a 4 de fevereiro e muda para sempre a mobilidade aérea no Fogo

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A inauguração da iluminação da pista do Aeroporto de São Filipe, marcada para 4 de fevereiro, representa um salto estrutural decisivo na conectividade aérea da Ilha do Fogo e foi anunciada ontem, no Parlamento, pelo Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva. Início das operações noturnas e regulares, entretanto, deverá ainda aguardar o licenciamento da AAC

Trata-se de um investimento estratégico com impacto direto na mobilidade, no turismo, na economia local e na qualidade de vida dos Foguenses, ao permitir operações aéreas após o pôr do sol, algo até agora impossível.

Mais voos, mais flexibilidade, menos constrangimentos

Com a nova iluminação, a pista passa a ter maior disponibilidade operacional, abrindo espaço para:

  • Aumento do número de voos diários, com horários mais flexíveis;
  • Redução significativa de cancelamentos e constrangimentos operacionais;
  • Melhor resposta a situações de emergência médica e logística.

Mas o impacto vai além da operação aérea.

Fim da obrigatoriedade de pernoita na Praia

Um dos ganhos mais relevantes prende-se com os passageiros em trânsito. Com a pista iluminada, deixa de ser inevitável pernoitar na Cidade da Praia sempre que um voo para o Fogo não possa ocorrer durante o dia.

Isso significa:

  • Menos custos para os passageiros;
  • Mais conforto e previsibilidade nas deslocações interilhas;
  • Maior eficiência para companhias aéreas e para o sistema nacional de transportes.

Na prática, o Fogo deixa de estar condicionado à luz do dia, aproximando-se dos padrões de operação dos principais aeroportos do País.

Um investimento com retorno económico e social

A infraestrutura agora inaugurada tem um efeito multiplicador:

  • Reforça a atratividade turística da Ilha, permitindo melhor gestão de fluxos;
  • Dinamiza a economia local, com impactos positivos no comércio, hotelaria e serviços;
  • Reduz assimetrias regionais, integrando o Fogo de forma mais plena na rede nacional de transportes.

A iluminação da pista não é apenas uma obra técnica: é um instrumento de desenvolvimento, de coesão territorial e de equidade no acesso à mobilidade.

Um marco para o Fogo

Com esta inauguração, o Fogo entra numa nova fase da sua história aeroportuária, ganhando autonomia operacional, previsibilidade e capacidade de crescimento.

A partir de 4 de fevereiro, o Fogo passa a voar mais alto, e também depois do pôr do sol.