Primeiro-Ministro fez sua intervenção, nesta quinta-feira, 5, no painel sobre paz e segurança no Fórum de Cooperação China-África, que decorre em Pequim
Durante seu discurso, Ulisses Correia e Silva destacou a necessidade de uma abordagem abrangente para a segurança global, com ênfase na cooperação internacional para enfrentar crises geopolíticas, como as guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, bem como a instabilidade em países Africanos.
O Chefe do Governo salientou que a segurança vai além de conflitos armados, abrangendo também crimes transnacionais como tráfico de drogas, terrorismo, pirataria, cibercrime e as consequências das mudanças climáticas.
“Estas dimensões da segurança, que ultrapassam as fronteiras de cada País, tornam claro que a cooperação e a parceria para a paz e segurança é uma exigência para a estabilidade mundial e uma condição para o desenvolvimento”, disse.
Ulisses Correia e Silva defendeu ainda que a prevenção e a resolução de conflitos devem basear-se na Carta das Nações Unidas, no direito internacional e no diálogo diplomático.
O Primeiro-Ministro elogiou as Iniciativas de Desenvolvimento e Segurança Globais, bem como o Diálogo entre Civilizações, como ferramentas “importantes” para alcançar a paz e a estabilidade.
O Líder Cabo-verdiano também apresentou várias prioridades para o futuro, como o fortalecimento das capacidades tecnológicas e de segurança, a aceleração da transição energética, a diversificação das fontes de água para a agricultura, a segurança alimentar e o financiamento para ação climática e ambiental.
“Mais do que nunca, África precisa de oportunidades fortes e consistentes para o seu desenvolvimento”, afirmou, destacando que o contexto de um mundo turbulento não tem sido favorável, “mas é em momentos difíceis que devemos reforçar os compromissos com os objetivos do desenvolvimento sustentável”.
“Neste sentido, é preciso aumentar o financiamento para alavancar transformações estruturais em África ao nível da qualificação dos recursos humanos, qualidade das instituições e competitividade suas economias”, enfatizou.
UCS concluiu, afirmando que o FOCAC é uma plataforma “essencial” para apoiar essas mudanças, destacando a importância da contribuição da China na reconstituição do IDA-21 do Banco Mundial para apoiar o desenvolvimento Africano.


