Ulisses Correia e Silva destaca conquistas e desafios durantes três anos de Governo

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Primeiro-Ministro enaltece o facto de Cabo Verde ter conseguido alcançar crescimento mesmo após o “primeiro grande impacto negativo” da pandemia

O Chefe do Governo falava aos jornalistas no balanço dos três anos do VIII Governo Constitucional, numa entrevista coletiva que aconteceu na noite desta segunda-feira, 13, na Cidade do Mindelo.

Ulisses Correia e Silva enfatizou a capacidade de recuperação económica do País, mesmo diante dos impactos negativos da pandemia.

“Nós conseguimos recuperar a economia, dos tais 20,8% de contração em 2020, crescemos cerca de 7 %, em 2021, 17,7 %, em 2022 e, em dois anos, recuperamos mais do que recuperávamos. O turismo teve uma quebra substancial e fechamos o ano de 2023 com cerca de um milhão de turistas, um grande recorde”, destacou considerando a inflação derivada da guerra da Ucrânia como o “segundo grande impacto”.

O Primeiro-Ministro destacou a eficácia das medidas de proteção à saúde adotadas durante a pandemia, que resultaram em números de mortalidade e infeção inferiores ao esperado, em comparação com outros países.

Por isso, para o Primeiro-Ministro, o balanço da governação é “positivo dentro do contexto que se atravessou nos últimos três anos”.

Apesar das conquistas, UCS reconheceu que ainda há desafios a serem enfrentados, demostrando a necessidade de tornar Cabo Verde menos vulnerável a choques externos e de erradicar a pobreza extrema, com a meta de reduzir a pobreza absoluta até 2026.

Segundo o Chefe do Governo, o desemprego teve um impacto “muito forte” em 2020 e 2021, em termos de queda, por causa da pandemia, mas Cabo Verde conseguiu recuperar e fechou 2023 com cerca de 10%.

Também lembrou que a pobreza aumentou durante esse mesmo período da pandemia, mas o País conseguiu colocar um nível de pobreza extremo à volta dos 7 % e com a meta de chegar à redução até em 2026.

“Um dos desafios é tornar Cabo Verde menos exposto a choques externos”, reforçou, evidenciando que haverá sempre essa exposição, mas que ser mais resiliente pressupõe, em termos de economia, sustentou, a diversificação.