Primeiro-Ministro e líder do MpD, defendeu ontem, sábado, a necessidade de um entendimento definitivo em Cabo Verde em torno das datas históricas do País, sublinhando que marcos como a Democracia, a Liberdade e a Independência Nacional não devem ser partidarizados nem colocados em confronto político
As declarações do Chefe do Governo e Presidente do MpD foram feitas no quadro das celebrações do Dia da Liberdade e da Democracia, assinaladas em São Vicente, ocasião que serviu também para um apelo direto às lideranças partidárias no sentido de se ultrapassarem divergências e se promover um consenso nacional sobre a valorização da história Cabo-verdiana.
UCS vinca que o 13 de Janeiro, data que marca a instauração da democracia pluralista em Cabo Verde, é um marco “importantíssimo” da história nacional, a par do 5 de Julho, Dia da Independência Nacional, assumindo que são datas estruturantes da identidade do País, pelo que não devem ser usadas como instrumentos de combate político, nem para gerar fraturas sociais.
“Estamos a falar de um marco importantíssimo da história de Cabo Verde: Democracia e Liberdade. A par da independência são duas datas que marcam a história da nação Cabo-verdiana, não devem ser partidarizadas, não deve-se criar fraturas sociais nem colocar em confronto as datas”, sustentou.
O líder partidário, rejeitou qualquer lógica de confronto entre o 13 e o 20 de Janeiro, “nem muito menos fazer a confrontação” com o 5 de Julho.
O Chefe do Governo mostrou-se crítico em relação a decisões que, no seu entender, contribuem para a polarização em torno das datas históricas, apontando como exemplo o cancelamento da tradicional Corrida da Liberdade, realizada desde 2010 no dia 13 de Janeiro. Para o Primeiro-Ministro, a interrupção de uma iniciativa com esse simbolismo, associada à promoção de um evento alternativo noutra data, representa uma opção que não contribui para o espírito de união e entendimento nacional.
“Fica muito complicado entender algumas decisões, como cancelar a Corrida da Liberdade que é uma tradição que já vem desde 2010, coincidentemente e bem, e foi concebido assim para acontecer no 13 de Janeiro e de repente há um apagão porque alguém que é Presidente da Câmara e Presidente do PAICV resolve não fazê-lo, e resolve fazer em confrontação uma outra corrida, a de 20 de Janeiro, não numa perspetiva inocente, mas fazer combate de datas”, lamentou.
O Chefe do Governo reforçou que não está em causa a realização de múltiplas iniciativas ou celebrações, mas sim a intenção por detrás das decisões. “Podem haver todas as corridas, mas fica muito mal tomar decisões desse tipo”, disse.
Com este posicionamento, UCS reiterou a importância de preservar a Democracia e a Liberdade como património coletivo dos Cabo-verdianos, defendendo que o respeito pelas datas históricas deve estar acima de interesses partidários e servir como fator de coesão nacional.



É muito importante que o Presidente da República se pronuncie sobre este assunto que é de crucial importância. Estarei atento para escutar o que ele dirá no dia 13 de Janeiro e estarei igualmente atento para escutar o que dirão os deputados do PAICV.
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