INE confirma que há uma redução na ordem de 2,4 pontos percentuais face ao mesmo período de 2024
A taxa de desemprego em Cabo Verde fixou-se em 4,9% no segundo semestre de 2025, registando uma redução de 2,4 pontos percentuais face ao mesmo período do ano de 2024, segundo dados divulgados esta terça-feira, 28 de abril, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o relatório publicado esta terça-feira, a população ativa atingiu 226.360 pessoas entre julho e dezembro de 2025, com a taxa de atividade a situar-se em 60,4%, refletindo um aumento de 2,0 pontos percentuais.
No mesmo período, a população empregada totalizou 215.317 indivíduos, o que representa um crescimento de 7,1% em comparação com o segundo semestre de 2024. Consequentemente, a taxa de emprego subiu para 57,4%, mais 3,3 pontos percentuais.
Já a população desempregada foi estimada em 11.043 pessoas, traduzindo uma diminuição significativa de 29,7% face ao período homólogo.
O documento indica ainda que a população inativa foi estimada em 148.511 indivíduos, uma redução de 3,8%, fixando a taxa de inatividade em 39,6%. Quanto à taxa de subutilização do trabalho, esta foi estimada em 23,3%.



O debate sobre o mercado de trabalho em Cabo Verde precisa de um diagnóstico mais honesto. Mais do que a falta de postos de trabalho, vivemos uma crise de jovens que não querem trabalhar e não querem comprometer com nada. As empresas de de construção Civi, comercio, prestação de serviços de Limpeza, empregas domésticas, agricultura, restauração, etc tem hoje uma enorme dificuldade em encontrar pessoas jovens com vontade real de trabalhar e cumprir deveres básicos.Assistimos a um fenómeno preocupante em CV: Muitos jovens procuram o trabalho apenas para o consumo imediato e supérfluo, sem qualquer visão de carreira ou responsabilidade. A cultura do vitimismo, muitas vezes alimentada por conveniências políticas, cria a ilusão de que o Estado deve prover tudo” TUDO PARA TODOS”.O assistencialismo embora necessário para os mais vulneráveis, não pode servir de escudo para a irresponsabilidade individual.
Quando a prioridade de um jovem é o ganho imediato para o consumo de bens de ostentação( Pulseiras para festivais, sapatos, roupas, telm, festas etc), em detrimento da estabilidade profissional, o setor privado fica refém da desconfiança. Precisamos de uma juventude que entenda que a cidadania plena se constrói com direitos, mas também com o cumprimento rigoroso dos deveres laborais. Sem isso, as nossas empresas não crescem e a economia estagna.
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