Segundo uma comunicação emitida pela Direção do Grupo Parlamentar, a decisão do Governo foi vista como “uma falha de articulação e um desrespeito” ao Grupo, que relembra o seu posicionamento anterior acerca das comemorações do centenário. Em 2023, o Grupo já havia manifestado a sua posição através de uma Resolução proposta pelo PAICV, que também visava marcar a data simbólica
A Direção do Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia, MpD, apresentou, na última sexta-feira, 13, a sua demissão em protesto contra “a falta de articulação” entre o Governo e o Grupo Parlamentar, destacando a recente decisão unilateral de emitir um selo comemorativo relacionado ao centenário de Amílcar Cabral.
Segundo uma comunicação emitida pela Direção do Grupo Parlamentar, a decisão do Governo foi vista como “uma falha de articulação e um desrespeito” ao Grupo, que relembra o seu posicionamento anterior acerca das comemorações do centenário. Em 2023, o Grupo já havia manifestado a sua posição através de uma Resolução proposta pelo PAICV, que também visava marcar a data simbólica.
“Reconhecemos a legitimidade do Governo em conduzir certas ações, mas como parte do sistema do MpD, esperávamos uma coordenação mais estreita, especialmente em matérias como esta”, afirmaram os representantes do Grupo.
A decisão foi particularmente mal recebida pelo fato de que, em diversas ocasiões anteriores, a Direção havia levantado questões “sobre a falta de comunicação entre o Governo e o Grupo Parlamentar”, sem que houvesse uma resposta satisfatória.
Por parte do Governo, a emissão do selo foi tratada como uma questão de gestão corrente, sem a necessidade de consultas ao Grupo Parlamentar. No entanto, para a Direção do Grupo, tal medida deveria ter sido alvo de coordenação prévia, considerando o histórico de divergências sobre o tema e o papel do Grupo no contexto parlamentar.
Enquanto a próxima sessão parlamentar está marcada para 8 de outubro, a direcção do Grupo propôs uma jornada extraordinária ainda esta semana, onde discutirá os próximos passos e as datas de efetivação da sua saída.



Acho que o diálogo seria o mais importante, antes que tudo viesse ao público. Esta não é a horas para conflitos. Muitos (Paicv ) têm motivos de se demitirem, não o fazem e nós sem muitos motivos o façamos. Ponderação
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