Queixa-crime, que já deu entrada no Tribunal da Praia, foi apresentada, através de advogado, por um grupo de ex- e atuais Vereadores da Autarquia da Capital, lesados no seu bom-nome pelas afirmações públicas irresponsáveis do Presidente da Câmara Municipal
A queixa-crime tem por base a afirmação de Francisco Carvalho, proferida no último 13 de março, em como todos os eleitos do MpD à Câmara Municipal da Praia, nos últimos 12 anos, terão procedido à “delapidação dos bens públicos e municipais”, com o Autarca, afeto ao PAICV, a acusar os eleitos do MpD, de entre outros, de utilizarem terrenos como “moeda de troca para pagar favores, para financiar eleições e para alimentar grupos próximos do Partido”. Carvalho acusou mesmo que a zona costeira da Cidade foi “literalmente saqueada e reservada” para um “grupo bem seleto” de pessoas “escondida sob a capa” de investidores e empresários.
Na opinião dos queixosos, o Edil da Capital imputa-lhes, de entre outros, a prática de crimes de corrupção, tráfico de influência, recebimento indevido, peculato e violação de regras urbanísticas, mas advertem que Francisco Carvalho não tem qualquer prova das suas acusações contra eles.
É entendimento dos ex- e atuais Vereadores do MpD na Capital, que Francisco Carvalho tem um “único objetivo” que é “denegrir e ofender” os seus bom nome, a honra, a dignidade, a reputação e as suas imagens “por evidentes razões de ordem política”.
A queixa-crime que deu entrada no Tribunal da Praia, na semana passada, acusa o Presidente da Câmara Municipal da Praia da prática dos crimes de calúnia e de injúria agravadas, e com publicidade.


