O presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, foi constituído arguido na sequência da audição realizada ontem na Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito de investigações relacionadas com a gestão de terrenos municipais, apurou o OPAIS.cv.
A audição, que durou cerca de uma hora e dez minutos, decorre na sequência de denúncias e diligências recentes do Ministério Público, incluindo buscas às instalações da edilidade, e incide sobretudo sobre eventuais atos de corrupção relacionados com a cedência de terrenos na zona da Babilónia (Prainha), a venda de terrenos no Palmarejo e outros atos de gestão camarária.
A constituição como arguido traduz um estatuto processual relevante, conferido quando existem indícios que justificam investigação formal, garantindo ao visado direitos de defesa no processo penal. O Ministério Público, como é regra, não comentou o conteúdo da audição nem os próximos passos da investigação.
Recorde-se que Francisco Carvalho deveria ter sido ouvido antes do Natal, mas a diligência foi adiada devido a compromissos previamente assumidos no exterior, tendo-se concretizado apenas ontem.
O OPAIS.cv continuará a acompanhar este processo, assegurando informação rigorosa e atualizada sobre um caso que envolve património público, gestão autárquica e responsabilidade política, matérias de elevado interesse público.


