Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação garante que essa possibilidade “nunca foi objeto de discussão com parceiros ou entidades externas”
A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação desmentiu, esta manhã, categoricamente, as alegações do PAICV sobre uma suposta intenção de Cabo Verde aderir à NATO.
Em conferência de Imprensa, Miryan Vieira garantiu que essa possibilidade “nunca foi objeto de discussão com parceiros ou entidades externas” e que a criação de bases militares estrangeiras também não fazem parte da política externa e de defesa nacional do País.
A governante destacou que o Conceito Estratégico de Defesa e Segurança, aprovado em novembro de 2024, define a segurança marítima como prioridade para Cabo Verde, dada a sua posição geoestratégica no Atlântico. Nesse sentido, explicou que o Governo tem vindo a consolidar parcerias internacionais, nomeadamente a possibilidade de um Programa de Parceria Personalizada com a NATO (Individually Tailored Partnership Programme), voltado para a segurança marítima cooperativa.
Miryan Vieira reiterou que o Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, na Cimeira Portugal-Cabo Verde, em Lisboa, na terça-feira, referiu-se apenas à intenção de estabelecer esta parceria, e não a uma adesão à NATO. “Em nenhum momento o Primeiro-Ministro falou de integração ou adesão à NATO”, desmentiu.
A Secretária de Estado questionou a posição do PAICV, recordando que o Partido tem conhecimento da Resolução que aprova o Conceito Estratégico de Defesa e Segurança, onde a possibilidade de cooperação com a NATO está expressamente mencionada.
A mesma fonte reforçou ainda que o Governo não aceitará a utilização da política externa como “arma de arremesso político” e apelou à responsabilidade de todos para preservar o princípio da unicidade da política externa, garantindo sempre os superiores interesses da Nação.


