A Corrida do 13 de Janeiro vai mesmo realizar-se
Perante a tentativa de extinção de uma das mais emblemáticas provas populares da Cidade da Praia, o Instituto do Desporto e Juventude (IDJ) decidiu assumir integralmente a organização da corrida, assegurando a sua realização e preservando uma tradição histórica associada à liberdade, ao desporto e à cidadania.

A decisão do IDJ surge como um gesto firme, responsável e institucional, que coloca o interesse público acima de querelas políticas e devolve tranquilidade aos atletas, clubes e cidadãos que, ano após ano, fazem da Corrida do 13 de Janeiro um momento de celebração coletiva.
Ao assumir a prova, o IDJ — organismo do Governo de Cabo Verde — ignora deliberadamente a opção polémica da Câmara Municipal da Praia, recusando alinhar numa decisão que foi amplamente criticada por ser desnecessária, fraturante e politicamente carregada.
Uma vitória do desporto e da maturidade democrática
Fontes ligadas ao processo sublinham que a intervenção do IDJ teve como único objetivo salvaguardar uma tradição desportiva transversal, que nunca pertenceu a partidos, nem a agendas eleitorais, mas sim à cidade e aos seus cidadãos.
A Corrida do 13 de Janeiro mantém-se, assim, como espaço de encontro, pluralidade e respeito pela história democrática de Cabo Verde, demonstrando que as instituições do Estado sabem agir quando valores essenciais — como a liberdade, a memória coletiva e a coesão social — são colocados em causa.
Mensagem clara
A decisão do IDJ envia uma mensagem inequívoca ao País: o desporto não pode ser instrumentalizado; as tradições não se apagam por conveniência política; a democracia também se defende com atos concretos.
Num momento em que se exigia responsabilidade, o IDJ esteve à altura, garantindo que a Cidade da Praia não perde uma das suas mais simbólicas corridas populares.
A Corrida do 13 de Janeiro realiza-se, a tradição continua e a Cidade agradece.


