Última Hora: Sabotagem na Chegada do grupo gerador no Porto de Vale dos Cavalheiros

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Na sequencia de medidas para ultrapassar a crise enegetica na ilha, contentor enviado, semelhante a tantos outros regularmente descarregados no porto, teve de fazer duas viagens Praia–Fogo. Funcionário recusou a descarga, alegando falta de condições técnicas. Porém, a mesma grua, com capacidade para 90 t, enquanto o contentor não chega a 30 t, realizou a operação sem qualquer dificuldade, quando outro operador veio de São Vicente. ENAPOR abriu inquérito.

A chegada do grupo contentorizado de 1.500 KVA à Ilha do Fogo, anunciada esta segunda-feira pela EPEC, não foi um processo pacífico.

Segundo apurou OPAÍS.cv, o equipamento — essencial para reforçar a segurança energética da Ilha — teve de fazer duas viagens Praia–Fogo, depois de um funcionário da ENAPOR em Vale dos Cavaleiros recusar proceder à descarga, alegando que “a grua não ofereceria condições” para a operação.

Contudo, dias depois, a mesma operação foi realizada, nas mesmas condições, sem qualquer alteração técnica, por um outro operador enviado de São Vicente.

O equipamento foi descarregado de forma normal, segura, sem incidentes e já se encontra na central eléctrica da ilha do Fogo.

Esta sequência de factos corobora suspeitas de sabotagens concertadas, dirigido à empresa EPEC . Neste caso tratava-se de reforço da capacidade energética na Ilha do Fogo, num contexto nacional onde não são novas as denúncias de sabotagem à estabilidade do sistema elétrico.

Segundo fontes ligadas ao processo, a ENAPOR já abriu um inquérito interno para apurar responsabilidades, dado o impacto negativo que o atraso teve no fornecimento de energia na ilha a sair de uma recente crise energética

A EPEC/EDEC sublinha que o sistema elétrico no Fogo já se encontra estabilizado, e que o novo grupo funcionará como reserva estratégica, garantindo maior fiabilidade e continuidade do serviço à população e às atividades económicas.

Entretanto, permanece a questão central.

Se a operação era tecnicamente possível,  como ficou demonstrado, por que motivo foi inicialmente recusada?

Num país arquipélago, onde a segurança energética depende de operações portuárias eficientes e responsáveis, qualquer tentativa de obstrução deliberada representa um atentado ao interesse público.

O inquérito em curso deverá esclarecer se estamos perante  algo grave.

Respostas aguardam-se!