Faz hoje um ano que as chuvas torrenciais associadas à tempestade Erin atingiram com violência o norte de Cabo Verde, deixando um rasto de mortes, destruição e desalojamento em São Vicente, Porto Novo e São Nicolau
A madrugada de 11 de agosto de 2025 ficou marcada por uma das mais graves ocorrências meteorológicas registadas nos últimos anos em Cabo Verde. Em poucas horas, chuvas de grande intensidade provocaram inundações, enxurradas, derrocadas e deslizamentos de terras, afetando habitações, estradas, redes de água e saneamento, estabelecimentos comerciais e outras infraestruturas essenciais.
São Vicente foi a ilha mais duramente atingida, mas os efeitos fizeram-se sentir também em Porto Novo, na ilha de Santo Antão, e dois municípios da ilha de São Nicolau, levando o Governo de então a declarar situação de calamidade nas zonas afetadas.
Um ano depois, a dimensão da tragédia continua a ser lembrada pelas famílias e comunidades atingidas. A avaliação dos danos aponta para cerca de 3,43 mil milhões de escudos em prejuízos, enquanto as necessidades de recuperação e reconstrução foram estimadas em mais de 9,35 mil milhões de escudos.
O primeiro aniversário da passagem da Erin constitui, assim, mais do que uma data de memória. É também um momento para avaliar o processo de recuperação, recordar as vítimas e reforçar a necessidade de prevenção, ordenamento do território, sistemas de drenagem e maior preparação para fenómenos meteorológicos extremos.
O 11 de agosto de 2025 deixou marcas profundas em Cabo Verde. Um ano depois, a memória da tragédia mantém-se viva e o desafio passa por transformar essa experiência em maior resiliência e proteção das populações.

