Uma campanha contra Cabo Verde

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Entendamo-nos primeiro, antes de qualquer juízo precipitado. Espera-se da oposição o cumprimento da sua função constitucionalmente garantida, a de se opor às políticas do governo sobmetendo-as ao crivo das promessas feitas e do que ela mesma pensa ser o melhor para o país, Cabo Verde. Fazer isto com maior ou menor intensidade depende do estilo de cada um ou do momento político. Naturalmente que é expectável e absolutamente normal, natural e legítimo, um discurso mais duro e mesmo quase agressivo em períodos eleitorais, pela necessidade de uma maior afirmação no panorama eleitoral.

O que não se espera, e não é natural, nem normal e legítimo, é uma campanha politica contra Cabo Verde, procurando descredibilizar o país, afundar as suas instituições e serviços, destruir a sua imagem, como simples meio de incutir raiva e revolta nos eleitores e, assim, derrubar o governo nas eleições.

A ala radical que se apossou do PAICV, o Novo PAICV, preocupado, e mesmo desesperado, com os sinais vindos do eleitorado, patrocina uma campanhade de destruição da imagem do Hospital Central da Praia, apelindando-o de Central da Morte, onde parece que os médicos, enfermeiros e técnicos de saúde resolveram inverter o seu papel, dedicando-se agora à tarefa de matar os doentes, em vez de tentar curá-los.

E quem patrocina este assassinato moral do Hospital Central da Praia é exatamente … o Presidente da Camara Municipal da Praia, a autoriade que era suposto estar na primeira linha de defesa da instituição e dos seus trabalhadores. Praia é um importante ponto do turismo nacional. Uma campanha para matar o seu hospital é também uma campanha patra matar o turismo. O Hospital da Praia, pela sua centralidade na vida das pessoas, com todas as suas deficiências, merece ser criticado. O Hospital da Praia, pela sua centralidade na vida das pessoas, com todas as suas deficiências, não pode e nem merece ser sacrificado no altar de um insano desejo de ganhar as eleições, não importando os custos.

Os profissionais de saúde do Hospital da Praia, que todos os dias crticamos, todos os dias elogiamos, na convicção de que fazem tudo o que podem para salvar vidas e garantir melhores cuidados aos utentes. E têm feito progressos bastantes e o governo tem feito significativos investimentos para garantir melhor saúde, mas todos sabemos que precisamos de mais ainda.

O que não podemos fazer é destruir a imagem e reputação do maior Hospital do país e ofender gravemente a  dignidade profissional dos seus trabalhadores.

Pressentia-se há muito que o Novo Paicv andava à procura de um gatilho emocional qualquer que pudesse alterar o rumo da sua campanha, e tem vindo, por isso, a eleger a saúde como sua arma política.  Embalado nessa rampa de ataque descontrolado decidiu de vez ser o carrasco do Hospital Central da capital de Cabo Verde. Sem se importar com as consequências. É a política de terra queimada.  Se vier a governar (batamos na madeira 3 vezes para espantar maus espíritos) não lhe apoquenta que seja  sobre os escombros do Hospital da capital. É uma pena!

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